Bom, a arte do kubo é impecavel, muito boa, e eu ainda a considero boa, mesmo nos dias atuais.
Ele está com preguiça. Deixou de usar aquele cross-lining que era praticamente sua marca registrada, as lutas estão menos elaboradas (nos últimos capítulos só se vê feixes de energia genérica e gente desviando deles), e o design ficou standard. Putz, ele conseguiu a façanha de criar um exército de personagens visualmente distintos e únicos, porque agora decidiu partir pro "Tudo a mesma cara, só muda o cabelo"?
Oku Hiroya também deu uma generalizada na arte lá pelo capítulo 250 de Gantz mas o nível de detalhe continuou impecável. Quanto à fase atual de Bleach... sua arte ainda é peculiar, longe do clichê-padrão dos mangás, mas caiu muito de nível. Quem não tá sacando a diferença, leiam a saga da soul society novamente. Comparem.
Bleach tem o lado da porrada e lutas, que está muito bom, mas Naruto, pff, isso não tem nem lutas boas nem uma estória que preste.
Por mais que eu não dê muita bola pra Naruto, tenho que tirar o chapéu pros esforços do Kishimoto em desenrolar suas lutas de forma sempre criativa, com técnicas inventivas e estratégias mirabolantes que vão muito além do "alcance o próximo nível de poder ou uma nova forma demoníaca" que se vê nos descendentes de Dragon Ball Z. Se for pra ficar na porrada crua, que seja dinâmica e bem coreografada. Neste quesito, os embates de espada em Bleach eram sensacionais; pena que foram dando lugar a chuva de cero e magias mirabolantes.
Eu sou fanboy assumidaço do cara (eu não modero Bakuman à toa

), mas pra mim o que faz sua arte em shonen ser tão boa é que... não é tão shonen. Tem uma delicadeza de traço e detalhismo em cabelo e vestuário que normalmente se vê em shojo. Eu curto o cara justamente por isso, ele junta o melhor dos dois mundos. Também é um bom descanso do festival de silicone e testosterona que se vê normalmente no gênero.
Urasawa é um gênio, mas em outro departamento: narrativa. Ele mesmo diz que sua arte é meramente um mecanismo para se transmitir a história que quer contar, e que não deve portanto roubar a cena. O design de seus personagens não é muito requintado, embora perfeitamente eficaz. Mas em questão de diagramação de quadros e dinâmica cinematográfica, o cara chuta toda e qualquer bunda.
Na minha opinião, Masakazu Katsura = God. Um deus que nasceu como um simples mortal fazendo romance adolescente aos garranchos, mas subiu no panteão e mostrou do que é capaz de fazer quando tá a fim de surpreender. Melhor que muito "superdesenhista" gringo.