De um modo geral, a série Megami Tensei é um Final Fantasy do inferno.
Todos os jogos, cada um à sua maneira, têm uma ambientação contemporânea e lida com o oculto como demônios e o sobrenatural. Começou no nintendinho mas só ganhou fama de verdade fora do japão com o sucesso de Persona 3. Meu sumário dos jogos lançados em inglês:
Shin Megami Tensei III: Nocturne - sua professora provocou o apocalipse e destruiu o mundo (!?). Só você e dois amigos sobreviveram à catástrofe, e agora têm que viver num mundo destruído populado por demônios. Cabe à você se unir a uma das facções infernais (cada uma com sua ideologia) e decidir que rumo dar ao planeta - e aos que nele habitam. O final muda de acordo com sua escolha. Você recruta demônios para sua equipe (negociando, subornando ou ameaçando) e pode fundí-los para criar outros mais fortes. Ah, o Dante do Devil May Cry faz uma ponta como chefe (apelão) aqui.
Persona 1 & 2 PS1: A série persona lida com estudantes do ensino médio que aprendem a controlar manifestações poderosas de seu interior - os personas- e devem utilizar esse poder para combater os monstros das sombras.
Persona 3 & 4 PS2: O tema continua, mas estes dois tomaram um rumo diferente na jogabilidade, inserindo elementos daqueles date-sims (jogos onde você cria amizades com outros personagens conversando com eles, como naqueles visaul novels populares no Japão). Você fortifica seus personas criando laços afetivos com seus amigos. Dá até pra conseguir uma namorada!
Digital Devil Saga PS2: Matrix do inferno. Num mundo que -aparentemente- não é real, tribos lutam entre si pelo domínio de território. Do nada, um vírus contamina a todos e os transformam em demônios canibais. De uma entidade superior eles recebem uma missão - com seus novos poderes, devem lutar até a morte, e os perdedores são devorados (literalmente) pelos vencedores; a tribo que ganhar, tem o direito de alcançar o Nirvana (paraíso?). Você, como líder de tribo, deve seguir por aí dilacerando tudo e todos para alcançar esse objetivo.
Ah, esse é a história do primeiro jogo. São dois, mas falar do segundo estraga a surpresa. Ah, e ambos têm THE BEST. SOUNDTRACK. EVER.
Devil Summoner PS2: Kingdon Hearts infernal. No japão dos anos 30, você é um detetive invocador de demônios que deve lidar com vários casos sobrenaturais. Os combates aqui são em tempo real, e você pode recrutar parceiros demônios que te ajudam em batalha, controlados pelo AI. São dois games.
Com excessão do Devil Summoner, os demais jogos do PS2 são notórios por serem brutais, como já falei. Mais difíceis que qualquer outro JRPG que eu tenha jogado. Você tem que planejar e organizar atributos e personagens a todo momento para se adaptar a cada novo inimigo que dá as caras. Um erro, uma defesa falha, uma habilidade errada e POW. Morte. E nem estou falando dos chefes.
Alguns deles são tão overkill que parecem aquelas batalhas onde você é obrigado a perder pra seguir a história. Uma vez caí nas graças de um que arregaçava meu gupo inteiro em um único turno. De queixo caído, pensei comigo mesmo: Como é que eles querem que eu mate essa P*RRA?!!! OBS: Matei ele na 8ª tentativa, com uma estratégia mirabolante e um pouco de sorte - tá, MUITA sorte.