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Essa discussão ta ficando longa demais...@Raysen
o fato de que a informção seria uma interpretação é válido
Não, não é válido! Simplesmente porque o cara que leu está dizendo que isso não é válido.
Você pode achar que é válido, mas isso é um mangá que tem um mundo próprio, uma realidade própria. Se dentro do manga o cara diz que isso não é válido, então não é.
Nesse momento você tem que sair de você e entrar na realidade do manga. Dentro da realidade do manga, um cara até então extremamente confiável diz que isso não é válido. Morreu ai, não tem o que discutir. Rayleigh até disse que, se ela quisesse, ele diria mas dentro da realidade do mangá a atitude mais madura a se tomar é "Então, não me diga."
Terceiro, você acha que ela desistiria de realisar seu sonho para continuar tendo um sonho (motivo para continuar) com os SH?
Esse não é o ponto da questão. Mas já que você perguntou o que eu acho, penso que unir o útil ao agradável é a melhor opção. Eles irão até Laftel do mesmo jeito, não irão?
Entenda, Raysen.. o fato de te convencer, ou não, talvez seja muito pessoal nessa questão. Na verdade, convencer não é a questão em si dependendo de como você está levando este ato de se convencer. O principal aqui é compreender. O que se tem que compreender aqui é a filosofia da obra One Piece e de que essa obra tem uma realidade própria, visto que é um mundo imaginário, e as atitudes tomadas dentro da obra muitas vezes seriam vistas como ilógicas dentro do nosso mundo real. Mas não é o nosso mundo real que sustenta a essência da obra.
Como eu disse antes, One Piece consiste em navegar e aportar no mar de aventuras até alcançar o seu sonho. Quando seu sonho for alcançado sua aventura acaba. (Ex: Nerfertari Vivi, por isso ela saiu do bando). Se Rayleigh contasse sobre One Piece ou a Verdadeiro História o mangá perderia gigantesca parte do brilho da expectativa. Na verdade o manga "acabaria" em essência. Até a NOSSA aventura em ler o manga perderia o brilho. Ruffy diz neste capítulo "não quero uma aventura entendiante deste jeito". Isso é a essência da obra. O que o manga de One Piece prega é a fantasia (ilha no céu, ilha dos gigantes, ilha submersa, a Grand Line em si é um mundo fantástico, as próprias mentiras do Usopp fazem parte dessa fantasia. *momento fanboy* Usopp é foda.), é a aventura, é a expectativa (é você navegar sem saber o que estar por vir, se vai aparecer a Ilha da Carne, se o One Piece existe mesmo e o que é, se o All Blue existe). São todos traçando um caminho e seguindo esse caminho às cegas.
Isto é o tipo de coisa que não deveria ser interrompida!
"Propósitos herdados".
"Sonhos de uma pessoa".
"Mudanças de uma época".
...enquanto o ser humano continuar a procurar o significado para a sua "liberdade"...
Ele não poderá ser calado... jamais.
Rei dos Piratas, Gol D. Roger
Essa é uma das frases que sustenta a obra. Veja que os três itens que não pode ser interrompido faz parte da jornada de TODOS os Chapéus de Palha. Na frase, os três itens podem ser relacionados com a procura do “significado para sua liberdade”[uma jornada]. Enquanto ele estiver nessa procura, “ele não poderá ser calado... jamais” [não haverá empecilhos, barreiras, interrupções, etc.]
Relacione isso com Robin:
Propósitos herdados pelos arqueólogos de Ohara; Sonho de encontrar o Rio Ponegliph; Mudanças de uma época seria a conseqüência(isso para todos os personagens seria consequência). Enquanto ela estiver dentro dessa jornada, ela não irá parar. E onde é que a jornada dela acaba? Em Laftel, ou seja, abrir conversa sobre o Rio Ponegliph foge da política da obra. É o mesmo princípio que se usa para não abrir conversa sobre o One Piece.
Porque a obra consiste nisso é você sair com essas bagagens pelo mar de aventuras buscando o significado para sua “liberdade” e o significado para sua “liberdade” é algo que se acha sozinho. Por isso ela vai ter que achar isso sozinha e por isso, dentro da filosofia de One Piece, a atitude de Robin é extremamente coerente.
Eu entendo tudo que vc disse! E concordo com tudo que vc disse!
Mas não é sobre a essência da obra que eu estou dicutindo e sim sobre a essência da personagem Robin... e na minha opinião, por tudo que aconteceu, ela não deveria seguir o que a filosofia da obra prega
Quando eu disse que "o fato de que a informção seria uma interpretação é válido" eu estava querendo dizer que era válido para o seu argumento e não o meu.... eu estava dizendo que realmente não tem como aceitar 100% o que o Reylegh dissesse, pq seria somente uma interpretação (ou seja, estamos falando a mesma coisa...). Porém, você ignorou o meu argumento de que existem alguns fatos que não deixam espaços para interpretação! Isso é o que a Robin (como personagem) deveria ter exigido saber (eu sei que seria ruim para a obra que fosse revelado o segredo, mas para a personagem, considerando tudo que aconteceu com ela, era o mais coerente com a personalidade dela)
Eu entendo que "dentro da filosofia de OP" o que ela fez foi coerente. Eu entendo que, para o manga, tudo aconteceu como deveria ter acontecido. Mas desde o começo, o meu ponto foi q o Oda se colocou numa posição muito difícil... e foi forçado a modificar a personalidade da personagem Robin, e fazer ela tomar uma atitude que não condiz com tudo que nos foi apresentado sobre ela (para não estragar a história do manga)
Eu entendo que "dentro da filosofia de OP" o que ela fez foi coerente. Eu entendo que, para o manga, tudo aconteceu como deveria ter acontecido. Mas desde o começo, o meu ponto foi q o Oda se colocou numa posição muito difícil... e foi forçado a modificar a personalidade da personagem Robin, e fazer ela tomar uma atitude que não condiz com tudo que nos foi apresentado sobre ela (para não estragar a história do manga)
Todo o meu lado da discussão é que o Oda, para não estragar o conceito de liberdade e aventura que a obra tem, teve que tomar uma atitude drástica e mudar o conceito da personagem.... para mim, a Robin era a única SH que não deixaria a chance de receber algum conhecimento sobre o seu sonho escapar, simplesmente para continuar numa aventura (todos os outros fariam isso, o Luffi realmente fez isso, e eu não estou reclamando sobre ele. Mas a Robin, como personagem, nunca faria isso!!!)eu mesmo said:Eu acho que o Oda se deixou de sinuca (caiu numa armadilha) com a sua própria genialidade... como o Shakespeare em Otelo (o gênio criou o Iago, que era o assassino perfeito! Não tinha como ele ser descoberto, nem acusado. Então ele teve que criar um artifício (tosco) para fazer o vilão pagar, mas o erro que o Iago cometeu não é coerente com a genialidade dele.... não encaixa com o personagem) e foi isso que aconteceu com OP nesse capítulo


, eu com certeza entraria mais para discutir assuntos específicos com a galera dessa thread!! Concordo que fortaleceria as amizades, e acho até, que novas pessoas que falam português (e não entram nessa thread) entrariam numa discussão de, por exemplo, o capítulo de naruto da semana!