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BANANA FISH Volume 1

Volume 1

br
+ posted by Nintakun as translation on Mar 1, 2018 03:53 | Go to BANANA FISH

TRADUÇÃO RESERVADA JÁ, FAVOR NÃO USAR SEM PERMISSÃO


Há quanto tempo eu não traduzia um mangá, né? Deu um pouquinho de saudade dos velhos tempos e resolvi fazer isso aqui aleatoriamente. Não garanto nada sobre ir até o final da série, mas vamos ver até onde terei ânimo (e mais importantemente, tempo) pra isso, vamos tentar. Banana Fish é um mangá bem especial e acho que ele merece esse tratamento e ser exposto para mais pessoas.

Qualquer grupo de scan lendo isso, sinta-se livre pra usar minha tradução, contanto que me dê os devidos créditos. Estarei usando como referência a numeração da edição bunkoban de 11 volumes do mangá. Banana Fish foi lançado originalmente em 19 tankobons, mas usarei os bunkos porque foi raw deles que achei na internet e é bem melhor pra vocês editarem, já que a qualidade das scans em inglês é precaríssima e uma boa parte dos volumes estão em sentido ocidental de leitura.

Além disso, estarei consultando o original japonês para revisar algumas coisas para garantir que erros causados pela tradução americana não aconteçam. Fiz essa tradução com o maior carinho e atenção do mundo, mas mesmo assim peço que haja revisão se possível, para evitar eventuais erros de digitação ou coisas que possam ser melhoradas. Caso precisem das raws dos 11 volumes Bunko e não as encontrem, entrem em contato comigo de preferência pelo Twitter pois lá é mais fácil que eu veja.

Vamos lá ver no que isso vai dar.

Divirtam-se, Banana Fish é foda pra caralho e será uma honra pra mim trazer esse mangá em português pra vocês.

-Nintakun-



BANANA FISH, volume 1 (edição Bunko)

Pág.1

*vrrrr*

*vrrr*

Pág.2-3

- ATCHIM!
- Acho que peguei um resfriado.
- Ó Querida, ó querida, Ó querida clementina!
- O céu ao norte está tão claro...

- 1973, Dong Tham, ao delta do Rio Mekong (vinte e dois meses antes da queda de Saigon)

PÁG.4

- Devem estar aproveitando a confusão.
- E com ela, ateando fogo em algum vilarejo.

- Cacete...
- Eu queria poder voltar pros States logo.

- Cadê o Griffin?

- Ele saiu pra dar uma mijada.
- Aí, vocês ficaram sabendo daquela droga?
- Tá falando da que matou o Billy?

- Disseram que ele tava agonizando muito.
- Essa porra devia ser pesadíssima.
- Ó querida, Ó querida...

- Olha lá, de novo.
- Tá claro como se fosse de dia.

PÁG.5

- É sempre assim por aqui.

- Ó querida Clementina!

- Ó querida, Ó querida, Ó querida Clementina!

- Cara, tu já tá cantando o mesmo verso há mó tempão.

- Eu não sei o resto da música.

- Ahh, só mais dois dias e podemos dar adeus a esse fim de mundo!

- Ô garoto, de onde você é?
- Filadélfia, senhor!

PÁG.6

- Família?
- Meus pais e a gorda da minha irmã.
- Se ela for preta me apresenta aí.

- !

*shh*

- Ô merda.
- Não dá esse susto na gente, cara!
- Caramba...
- Essa mijada demorou, hein?

PÁG.7

- ?
- O que você vai fazer quando voltar pra casa?

- Hahaha, o que eu vou fazer?
- Ô, Griff, você tá bem?

*clack*

- !

- AAAH!
* tatatatatatatata*

PÁG.8

- MAX! CUIDADO!
* TATATATATATATA*

- GRIFF!
- Fica abaixado! O cara pirou!

*TATATA*
*Ping ping ping*
- Que merda!

PÁG.9

- Ah!
*clack*

- Aaahhh... aah...

- haa
- haa

- haa
- haa

PÁG. 10

- Haa
- Haa
- ahh...

- Filho da puta!
- Peraí!

- Griffin! Griffin?
- Sou eu!
- Eu, Max! Seu amigo, Max Lobo!

- Banana...
- Oi?

PÁG. 11

- Banana Fish...
- Eu vi!

- ?
- Ei, o que foi isso aí? Foram tiros?

Pág. 12

- 4 de março de 1985. Arsenal de Kingsbridge. Bairro do Bronx, Nova Iorque.

PÁG.13

- AAAAAAH

- Jerry!
- Senhora?
- JERRY!
- SOCORRO!

PÁG. 14

* splshhh*

*kshhh*

- O que você acha, Jenkins?

*ATCHIM*
- Suicídio?
- Perdão.

PÁG. 15

- Suicídio...
- Havia outro cadáver e era o guarda-costas dele.

- Esse já é o terceiro caso só esse ano na nossa jurisdição.

- E nenhum deles estava de mãos limpas.
- ...
- Vidas alheias não significavam nada para eles.
- Mas as próprias eles valorizavam como se fosse ouro.
- Duvido que eles se matariam.

- Quando foi o primeiro?

- Acho que o Charlie tem a lista.
- Aqui senhor!

- O primeiro foi no dia 5 de janeiro. Richard Bach, 45 anos. Morava no bairro Upper East Side, número 152.

PÁG. 16

- Ele era suspeito de estar envolvido com a máfia.
- Estouraram os miolos dele com uma Smith & Wesson que ele mesmo tinha.
- Hmmm.

- O segundo caso foi o do importador. Ele pulou de uma janela bem na frente da esposa, que acabou sendo testemunha.
- E agora temos o Jerry Wats cortando a própria garganta com uma navalha.

- Pular de um prédio, dar um tiro na própria cabeça... suicídios bem comuns.
- O que dá pra dizer?

- Não tem muito o que suspeitar.
- Com exceção desse último caso.

- Olha, antes de cortar a própria garganta...
- Vocês se dariam o trabalho de cortar a do seu guarda-costas?

PÁG. 17

- Seu café, senhor. Sem açúcar.
- Hmm.
- Obrigado.

- O que é isso?
- A ficha do Jerry Watts.
- hmm...

- Só ler que você vai duvidar mais ainda de que foi suicídio.

- Um sujeito e tanto.
- Preso 3 vezes por fraude, e absolvido em todas.

PÁG. 18

- Até que pra um corretor imobiliário ele espalhava muita grana por aí.

- Eu já ia me esquecendo, inspetor!
- Diga.

- Lobo disse na carta dele que os repórteres japoneses vão chegar dia 8!
- Que?

- Isso é depois de amanhã.
- Sim, isso mesmo.
- Ei, calma lá, Charlie.
- Isso não é bom, digo...

- Com o Lobo envolvido, como diabos vamos explicar isso?
- Hmmm...

- E agora, quem vai cuidar desses repórteres?
- Parece que esse será um trabalho pra nós.

PÁG. 19

No mesmo dia, à meia noite e vinte, no bairro Lower East Side.

PÁG. 20

*skhh*

- ...

*BLAM BLAM*

- !

*skhh*

PÁG.21

- ...

- arf
- arf
- arf
- !?

*flump*
- Ahh
- Ahh

- So...

- Socorro!
- !

PÁG.22

- Você tá...
- Pera, você não tá bem mesmo!

- P-pegue isso.

- ?

- Número 42... Westwood, Los Angeles...

PÁG.23

- Unnngh
- !

- Ei!
- O que você sabe sobre isso!?
- Ô!

- Por aqui!
- Merda!
- !

- Ah!

PÁG. 24

- !

- Mas que confusão é essa?

- C-chefe!
- O que você tá fazendo...

PÁG. 25

- EU FIZ UMA PERGUNTA!

...

*click*

- Espera um pouco, Ash!
- Papa Dino nos mandou fazer isso!

- Dino!?

PÁG. 26

*WOOOOOOO*
- !!

- Alguém deve ter ouvido os tiros e chamou a polícia!

- Vão embora daqui, eu vou falar com o Dino!
- Calma, chefe, me escuta!

- SUMAM! AGORA!
- OU VOCÊS QUEREM ME IRRITAR AINDA MAIS?

- Tá bem chefe!
*wooooo*

- ...

PÁG. 27

- Georgia, Georgia...

- The Whole day Trough...

- Preciso ver o Dino!
- Ele está aqui, né?

[Nota de tradução: a música é "Georgia on My Mind", do Ray Charles]

PÁG. 28

- Ora se não é o Ash...
- Nunca te vi acordado tão cedo assim.

- Bom...
- Só acordando cedo pra falar com esse velho lambão, né.

- Ei, quantas vezes já falei pra você olhar o que fala dele?
- Chame-o de "Senhor" ou "Papa Dino".

- Eu vim falar com o Dino.
- Não com você.

- Ora, seu...

PÁG. 29

- Aí!
- Escuta só, Ash.

- Eu era seu fã!
- Não vai gravar mais filmes não? Você ainda é novinho...

- Seu merda...

- Como é!?

- Eu disse que você é um merda.
- Marvin, seu gordo de merda.

PÁG.30

- Eu vou te matar, seu arrombado!
- Ô, calma aí, Marvin!

*BAM*
-Merda!

- Esse pirralho...
- Se ele não fosse bichinho do Papa Dino, eu...
- Ah, cara, por que você tá tão irritado com um garotinho desses?

- Garotinho? Ele tá sempre fazendo a gente de otário.
- Um dia eu ainda quebro esse pescocinho magrelo dele.

PÁG.31

- Qual foi? Tão me tietando, é?
- Só vim falar com o Dino.
- Não vim arrumar treta.

- ...

- Papa!
- O Ash tá aqui!

- ...
- Entre.

- Bom dia, Ash.
- Imaginei que você viria mas não achei que seria tão cedo.

PÁG. 32

- Estava tomando meu café da manhã.
- Servido?

- Não, obrigado.

- Tem certeza? O bacon tá maravilhoso.
- Eu não vim até aqui pra comer.

- Podem levar, já acabei.

- Ash...
- Eu já disse pra tirar a mão dos bolsos quando falar comigo.

PÁG. 33

- Tirem a jaqueta dele.

- Eu tiro sozinho.

- Você não consegue relaxar até me despir todo, né?

- Haha
- Nada disso.
- Apenas medidas de segurança.

PÁG. 34

- Venha.
- Vamos conversar na minha sala particular.

- E aí.
- Quer uma bebida?

- Cachacinha a essa hora da manhã?
- Não é "Cachacinha". É um coquetel, o mais novo da minha coleção.
- Sente-se.

- Só colocar suco de limão, um pingo de gengibre e uma base de vodca.
- É um pouco difícil acertar a dose.

- Experimenta. Tomara que goste.
- ...

- Por que você mandou aqueles dois fazerem aquilo?

PÁG. 35

- E falar do porquê não te avisei? Não achei que seria necessário te importunar com algo tão banal.

- Você tá dizendo que matar alguém é "banal"!?
*BLAM*

*KSHH*

*BAM*
- PAPA!

- Não é nada.
- Fiquem do lado de fora, rapazes.

- Fica calminho, Ash.

PÁG. 36

- Se te incomodei, peço desculpas.
- Espero que não ache que faço pouco caso da sua posição.

- Não estou falando disso.
*Flump*

- Tínhamos um acordo!
- Você prometeu que não usaria meus subordinados pra matar!

- Era uma situação fora do comum. Ele não era do sindicato.
- Só um ratinho de nada.
- É por isso que pedi a ajuda dos seus garotos.

- Mas como diabos você descobriu?
- Eles estavam agindo estranho e fiquei de olho neles.

- Vejo que te subestimei.
- Desde o começo sabia que você tinha nascido pra ser um líder.

PÁG. 37

- Você é inteligente, Ash. Muito inteligente. Muito mais inteligente do que se esperaria do chefe de um bando de arruaceiros.

- Adoraria que você pusesse essa sua mão direita pra trabalhar pra mim.

- Haha, se você ficar caduco acho que ficarei feliz em ajudar.

- Mas é um abusado mesmo, né?
- Olha só.

- Antigamente você choramingava pra tudo que eu te mandava fazer.
- Ou será que já esqueceu?

PÁG.38

- Infelizmente minha memória é ruim.

- Ah, é?
- Mas tem algo que você não pode esquecer.
- Ash...

- Fui eu que te acolhi.
- Você lembra, né?

- Ouvi dizer que você andou gastando muito dinheiro.
- Arrumou uma namoradinha, é?
- Não é da sua conta!

- Pensa direitinho.
- Você sabe que eu te amo, Chuchuzinho.

PÁG.39

*BAM*

- Até depois, tiozão.
- ...

- Ash!

- Brigando de novo com o Marvin?

- Chama aquilo de brigar?

PÁG.40

- Pega leve, o cara te odeia.
- E você acha que eu não sei?
*fooosh*

- E ele ainda é o maior viadão.
- Adora um loirinho dos olhos verdes.

- Heh

- Até depois.
- Ash.

- Não me faça ter que te matar algum dia, por favor.

- De onde você tirou isso?

PÁG.41

- Não é à toa que ficou careca!
*Vrooooom*

- Haha, olha só.
- Mas eu não sou exatamente careca!

*toc toc*

- Quem é?
- Sou eu, Skip. Pode abrir!

PÁG.42

*graaaa*

- Bem-vindo de volta, chefe. Chegou cedo!
- Pois é.

- Alguma novidade?
- O mesmo de sempre.
- Jura?

- Ele também.
- Entendo
*Kreee*

PÁG.43

- Você parece meio cansado. Que tal um café?
- Só vou tirar um cochilo. Não dormi muito essa noite.

- Então acho que vou nessa.

- Valeu, Skip. Eu agrade-

*klink*

- O que houve, Ash?
- Hmm? Nada.

- Nada demais. Até já.
- Valeu!

- Aí, Ash...

PÁG.44

- Sobre esse último problema...
- Parece que teve mão do Arthur nisso.

- Como suspeitei.

- Mais cedo ou mais tarde vamos ter que nos acertar.

- Mas toma cuidado, Ash. O Arthur joga sujo.
- Não dá pra prever o que ele fará.

- Eu vou tomar cuidado.
- Até a próxima, Skip.

PÁG.45

- Papa.

- O que é?

*BAM*

- Agradeceria se abrisse a porta mais devagar.
- Não quero perturbar minhas orquídeas.

- Esquece isso!!

pág.46

- Se é com ELE que você tá preocupado, relaxa. Cuidamos disso ontem à noite.
- Espero que tenha mais cuidado no futuro.

- Mas...
- Sumiu!

- Como é?

- A quantia não bate!
- É só um pouquinho, mas...

- Você tem certeza?

PÁG.47

*tink*

- Parece um colar comum.

*shik *shik*

- Tem uma tampa?
*skh*

*pop*

- ?

PÁG.48

- "Número 42... Westwood, Los Angeles..."
- ...

*graaa*

PÁG.49

- Vamos, me diga.
- O que significam essas palavras que você tá sempre falando aí?

- O que é "Banana Fish"?

- Aquele cara...

- "Encontre... o Banana Fish!"

- Foram as últimas palavras dele.
- O que será que ele sabia sobre isso?
- Será que foi ele que fez isso com você?

- Me fala..
- Griff!

PÁG.50

*ping*

PÁG.51

*vuuuush*

*vuuush*

*vuush*

PÁG.52

- Ah... AH!

*BANG*
*pik*
- AH!

PÁG.53

- CHEFE, POR FAVOR!
- NÃO ME MATE!

*klik*

- FOI MAL!
- NUNCA MAIS FAÇO ISSO DE NOVO!

- Só por favor não me mata!!

- ...

PÁG. 54

- Já chega!
- Os dois, sumam daqui!

- Não quero ver a cara de vocês nunca mais!
- Se eu pegar algum de vocês andando pela minha área de novo...

- Olha...
- Eu mato vocês!

- Chefe, por favor!
- Por favor, Ash! A gente nunca mais vai vacilar!

*BANG*
*pik*
- AHHHH!

PÁG.55

- Eu não vou falar de novo.
- Caiam fora!

- Ah
- AH!

- Eu quero deixar algo bem claro.

PÁG. 56

- Não somos a cachorrada do Dino!
- Só temos negócios com ele em igualdade.
- Não podemos confiar neles, fui claro?

- Se vocês realmente querem servir a ele...
- Considerem-se bem-vindos a se retirar!

- Não é mesmo, Arthur?

- ...

PÁG.57

- Você é o chefe.
- Não tenho reclamações.

- Isso facilita as coisas.

- Se é o que você realmente diz...

- Que merda, ele tá de olho em mim.

- Cara, eu não sabia que o Ash era tão relaxado.
- Ele continuou errando aqueles dois.

PÁG.58

- Seu burro.
- Você não entendeu?

- O que?
- Escuta.
- Ele errou de propósito.

- Ele só atirou perto o bastante pra arranhar uma camada de nada de pele.

- Daquela distância com uma Smith & Wesson...
- Nenhum zé ruela qualquer seria capaz disso. O cara é uma máquina mortífera.

- É impossível vencê-lo numa luta justa.
- !
- Você vai derrubá-lo, Artuhr?

- Uma vez fui ludibriado pelo carisma dele.
- Mas nunca mais. Eu tenho que dar o troco por esses dedos.

PÁG.59

*graa*

- E aí, Brandish.

- O Doutor tá por aí?
- O expediente acabou.
- Você tem hora marcada?

- Por que você é tão fria comigo?
- Você sabe que ele me recebe sempre.

- Você tá precisando perder esse cabaço logo.
- Vai apodrecer se você não usar.
-QUÊ!?
- Pode parar aí! O Doutor está em cirurgia!

PÁG.60

*shh*

-Ufa.

- Parece que os negócios estão indo bem, Doutor Meredith.

- Quantas garotas você atende todo dia?

- Eu já te disse pra não entrar aqui sem permissão.
- Seu vagabundo.

- Essa foi bem complicada. Ela tinha um tumor no útero.
- E aí, o quão bem esses abortos ilegais te pagam?

PÁG.61

- Se você tá aqui por causa do remédio, tá bem aí na mesa.
- Só pegar e deixar o dinheiro.

- Valeu.
- Hunf.
- Já disse pra você que isso aí só funciona pra ataques menores.

- Confia em mim, ele tinha que estar num hospital.

- Seja lá o que ele usou, o transformou em um vegetal pelo resto da vida.

- Além do mais, o que ele é pra você?
- Não me diga que é um amante.
- Dá um tempo.

- Que seja, tenho um favor pra te pedir.

- Ah não, você foi lá e engravidou alguém, né?
- Quem diria que você era desses...
- Deixa comigo, eu aposto que você não quer ser pai com essa idade.

PÁG.62

- Não é um aborto.
- É isso aqui.

- O que é isso?

- É isso que eu quero que você descubra.

- ...

- Não parece ser heroína.
- Alguém te vendeu esse troço?
- Nada disso. Dá pra você analisar?

- Vai levar um tempo.

- Então eu te pago durante esse tempo, seu tonto.
- Vou nessa.

- Não deixa esses fantasminhas te assombrarem
- Pfft
- Eu vou fazer sua autópsia depois que te fritarem na cadeira elétrica!
*BAM*

PÁG.63

- O ASH!?

- Sim, senhor.
- A polícia já levou o corpo, mas de acordo com os garotos...

- O Ash tava com ele quando o encontraram.
- ...

- Entendi.
- Então eles devem ter falado.

- Ou ele deve ter entregado algo ao Ash.

PÁG.64

- Quer que eu dê um jeito nele, Senhor?

- Não, pode deixar comigo.

- Ele é espertinho.
- A última coisa que queremos é atiçar a curiosidade dele.
- Onde estão os dois moleques?
- Esperando em outra sala, senhor.
- Eles vieram chorando depois que o Ash os expulsou.

Livre-se deles.

- Senhor?

- Eles sabem demais.
- Sim, senhor!

PÁG.65

- Já chega, Gordon.

- Um roubo, né?
- Sem carteira, sem identidade.

- Não tem como identificar o corpo.
- Ahhh, mesma coisa de antes.

- Isso é muito ruim. O corpo está limpo e bom.

- Ahhh...
- Não tem nada de bom num cadáver.
- Jenkins, que horror.
- Como você acha que me sinto comendo um hambúrguer depois de pegar um cadáver que parece hambúrguer cru?

PÁG.66

- Ouvi dizer que o caso do Jerry Wats vai ser arquivado como suicídio.
- Não que eles tivessem muita escolha. A autópsia não acusou nada demais.
- Eu não tô gostando disso.

- Nossos convidados do japão chegam hoje, não é?
- Isso aí.
- No Rockefeller Center, a uma da tarde.
- Vamos fazê-los se sentir em casa.

- Depois que os trouxermos, preciso ir ver o Lobo.

- Fala pra ele que eu mandei um "oi".
- Como se as coisas já não estivessem ruins o bastante pra ele.

- Como assim?
- Ele está se divorciando e brigando com a mulher pela guarda do filho.
- Então isso aí só vai fazer as coisas ficarem mais complicadas.

- E você, Charlie? Já não é hora de arrumar alguém?
- Que tal aquela menina que trabalha na farmácia? Acho que ela tá afim de você.
- Inspetor, aquilo é um homem!

PÁG.67

[Nota para o editor: Esses dois personagens, Ibe e Eiji, constantemente falam em japonês um com o outro enquanto todos os outros personagens estão falando em inglês. As falas onde eles falam em japonês um com o outro devem ser postas entre algum tipo de colchete ou sinal de "< >". Na tradução da versão americana fizeram isso, mas no texto original em japonês as coisas se misturam um pouco.]

- < Tem certeza que é aqui?>
- < Foi o que me disseram.>

- <Olha só quantos turistas!>
- <Bom, acho que nós também somos.>

- <De onde você conhece esse tal de "Lobo"?>

- <Ano passado minha editora fez um projeto especial sobre a Polícia de Nova Iorque e o nosso agente o apresentou pra nós.>

PÁG.68

- Senhor Ibe?
- Com licença, mas você é o senhor Shunichi Ibe?

- Ah! Hai! Yes!
- ?
- <O que é isso, o cara tá assaltando a gente!?>
- <Caramba, ele é loirão.>
- Estou aqui a mando de Max Lobo.

- Ah!
- Ah? SUMIMASEN! Sorry?
- <Ele disse que veio aqui por causa do Lobo.>

- Ah, sou desu ka? Thank you, thank you!
- Eu sou Charles Dickinson. Prazer em conhecê-lo.

- Esse aqui é o meu assistente, Eiji Okumura.
- Prazer, eu sou o Eiji.
- Oh!
- Pensei que era filho dele.

- Mas porque o Lobo não pôde vir?

PÁG.69

- Digamos que...
- O Max tá preso.

- Hein?

- Penitenciária Faulkner, Nova Iorque.

- Charlie!

- Há quanto tempo!
- Opa, e aí, você não tá parecendo mal não...
- Te falar que a comida daqui é melhor que lá de fora.

PÁG.70

- Apresentei o Ibe ao inspetor.
- Obrigado.
- Ele me deu uma mensagem para repassar pra você.

- Desculpa por isso, Charlie.
- É melhor mesmo.
- Só agradeça ao Jenkins quando sair.

- E como ele tá? Já faz um tempo que não o vejo.
- O diabetes dele não melhorou nada.

- Ah sim.
- Ainda bebendo café sem açúcar? Coitado dele.
- Como assim você ainda tá aqui? Por que você simplesmente não paga logo uma fiança?

- Haha
- A senhora lá não quer pagar a minha fiança pra me tirar daqui.

- Ah, sim, o Divórcio.

- Pense duas vezes antes de se casar.

PÁG.71

- Mas por que você deu um soco num policial?
- Como se já não tivesse problemas o suficiente.

- Eu só pirei na hora, sabe?

- Você vai perder o seu filho.

- Talvez.
- Como assim "talvez"?
- Você não liga?

- Esquece.
- Tem algo que quero que você veja.
- ?

- O que é isso?
- Cópia do artigo de uma revista rpa veteranos. Eu sou amigo de um dos editores.
- Veteranos?

- ...
- O cara que escreveu era oficial de inteligência em Saigon de 1972 a 74.

PÁG.72

- Ele estava lá...
- Isso, assim como eu.

- Em 73, Nixon desistiu e nós saímos do sul do Vietnã.
- Ele estava lá no caos daqueles dias finais.

- Banana Fish?

- O que é isso?

- Pois é.
- "Banana Fish".

- Segundo ele...
- "Se isso é o nome de um indivíduo ou de alguma organização eu não tenho certeza, mas acredito que tenha algo a ver com uma rota bem específica de tráfico de drogas."

PÁG.73

- Ao fim da Guerra do Vietnã, haviam drogas por tudo quanto era lado, e a maioria bem pesadas.

- Eu sei. Aqui isso era um problema também.

- Mas o que tem a ver com isso aqui?

- Um cara na minha unidade. Ele era jovem, devia ter uns 18 ou 19 anos...
- Uma noite aí o cara ficou maluco do nada.

- Maluco?
- Sim, totalmente maluco.
- Ele pegou uma M16 e começou a atirar na gente.
- Matou três de nós.

PÁG.74

- Foi droga?
- Acho que sim.
- "Acha"? Não teve investigação?

- Levaram ele pra um hospital em Saigon.
- Mas a gente perdeu ele de vista no meio da confusão e a última coisa que ele falou foi...

- "Banana Fish"!

- Interessante.
- Mas...

- Se já faz tanto tempo que isso está por aí, é possível que já houvessem rumores. Eu nunca nem ouvi falar disso.
- O mais estranho é que...

PÁG.75

- De acordo com o arrigo, todos os rumores sumiram depois de 74.
- Mas parece que finalmente encontraram uma pista esse ano, em Los Angeles.

- E onde está esse cara agora?

- Hm? Tem uma foto e o perfil dele na última página. Tá dizendo aí que depois de sair do exército ele virou um investigador e escritor freelancer.
- Que nem eu. Pretendo ir atrás dele assim que sair daqui. Isso deve dar uma baita história.

- Esquece.

- O que?

- Esse cara tá morto.

PÁG.76

- Como é?

- Do que você tá falando?
- Eu vi ele hoje de manhã.
- Tava numa gaveta no necrotério da cidade.

- O Jenkins tava comigo.
- Ele levou três tiros de uma calibre 22 na barriga. Um deles foi fatal.

- Minha nossa.
- Não foi um trabalho de profissional. Provavelmente foi um roubo.

- Mas agora sabemos quem ele é.
- Já é um começo.

PÁG.77

- <Uau.>
- <Vê se não se perde, Eiji.>

- <É que nem no Kojak.>
- <Parece até um estúdio!>

- <Sim, mas isso aqui é a polícia de verdade de Nova Iorque.>
- <As armas são de verdade.>

- Ibe! Eiji!

- <Aquele ali realmente parece.>
- <Isso, é que nem Columbo e nós parecemos os turistas.>

[Nota de tradução: Kojak e Columbo são duas séries de TV norte-americanas sobre detetives muito populares durante os anos 60 e 70. Columbo em especial foi bem popular no Japão quando foi exibido.]

PÁG.78

- Prazer!
- Esse aqui é o Inspetor Norris, da divisão juvenil.
- Prazer em conhecê-lo e obrigado pela ajuda.

- Você deve estar surpreso por ter ouvido sobre o Lobo.

- Sim, o Dickinson tem sido bem prestativo.

- Os dois serviam juntos à academia. Eles ainda são amigos, apesar de o Lobo já ter saído da nossa força-tarefa.

- Acho que você já deve ter falado com o nosso agente.
- Ah, sim, você quer fazer uma matéria sobre os jovens da rua.

- Esse aqui é seu filho?
- !
- Ah, não.
- É meu assistente.

PÁG.79

- Assistente? Entendi.
- <Eu sei o que você tá pensando, hein>

- Eu sou um universitário de 19 anos.

- Dezenove?
- Eu pensei que ele devia ser um ginasial ainda.
- <Não precisa ficar TÃO surpreso assim.>

- Não é à toa que falam que é difícil adivinhar idade de asiáticos.
- Mas ele parece mais novo do que é até no Japão.
- <Muda logo de assunto por favor.>

- Não quis ofendê-lo, mas parecer jovem assim pode ser uma grande vantagem pra você.

- Eles não confiam nos adultos.
- Mas com você, eles podem abaixar a guarda e se mostrar um pouco mais.

PÁG.80

- Pode falar, é perigoso mesmo?

- Depende...
- Eles não seguem as nossas leis, mas possuem um código bem próprio de regras.

- Normalmente um único chefe lidera uma gangue.
- A personalidade das gangues é reflexo da do líder.
- E de vez em quando um líder comanda mais de uma gangue.

- Então, quando tem atrito entre dois grupos, ele tem de resolver as coisas.
- Eles são muito fiéis ao líder que escolheram.

- Tudo depende dele.
- Entendo.

PÁG.81

- Tem um grupo na nossa jurisdição que o chefe se chama "Ash".
- Ele é extremamente inteligente. Conseguiu unificar todas as gangues da área em pouquíssimo tempo.

- Esse Ash deve ser bem jovem, né?

- Isso, ele tem uns 17 anos, eu acho. Caucasiano.
- Caucasiano?

- Isso, mas ele tem vários garotos latinos e negros na gangue dele. Isso é bem raro.

- <"Ash".>
- <Que tipo de pessoa será que ele é?">

PÁG.82

- Por que você me chamou aqui?

- Calma aí, sente-se.
- Se quer falar algo, fala logo.

- Ouvi dizer que expulsou o Samson e o Organo.

PÁG.83

- Quem te disse isso?
- O Arthur?

- Arhutr? Ah, aquele menino magro e alto. Não foi ele.
- Eu tenho várias fontes de informação.

- Me sinto responsável. Afinal, fui eu que pedi a ajuda deles.

- O que você tá tramando?

- Eu? Nada demais.

- Que perda de tempo.
- Ash.

- Aquele homem disse algo a você?

PÁG.84

- Que homem?

- Ash, não se faça de desentendido.
- Você viu o cara que aqueles dois atacaram.

- E daí?

- O que ele falou pra você?

- "Socorro".

- Ha!
- Tá bom.

PÁG.85

- Se for só isso...
- Olha só se não é o cão de guarda.

- Mais uma pergunta, Ash.

- Ele te deu algo?

- Tipo o que?

- Responda, Ash.

- ...

PÁG.86

- Não.

- É mesmo?

- Sério.

- Vou nessa, sua morsa.
- Vê se da próxima vez marca hora.

*BAM*

- Haha.
- Cretino.

- Investigue a casa do Ash e certifique-se de que ele não descubra.
- Sim, senhor.

PÁG.87

- Fala aí, Marvin.
- Valeu pela carona mas deixa que eu volto sozinho.
- O Hennessy vai me levar.

- Pfft.
- Só espera, seu bosta.

- Marvin.

- O que você tá fazendo aqui, Arthur?
- Eu tô meio de mal humor hoje!

- O Ash passou por aqui?
- Pois é!
- Foi porque eu busquei ele!

PÁG.88

- Me mandando ir buscar ele!
- Papa Dino tá ficando caduco!

- Deixando um moleque desses mandar nele.
- Você não é muito diferente, Marvin.

- Como é?
- Você tem uma coisinha por ele que eu sei.

- E o Ash sabe disso também, é por isso que ele te enche o saco.
- Cala a boca!
- Calma aí, Marvin.

- Eu tenho uma proposta pra você.
- !?

- Você quer dar ao Ash o que ele merece, não é?
- Pois eu também.

PÁG.89

- Tivemos uma briga de faca ano passado.

- Olha só.
- ...
- Isso aqui foi o que ele fez com o meu dedo.

- Eu não consigo nem mais mexer isso direito.
- Eu me deixei levar pelo carisma dele.

- Agora eu quero dar o troco.
- O que me diz?
- Eu te ajudo a pegar o Ash e você pode fazer o que quiser com ele.
- Mas depois eu quero que o mate de uma vez por todas. Nada de compaixão no último momento.

- Agora tá aí uma proposta interessante...

PÁG.90

- ...

PÁG.91

- ?

*flip*

- Como pensei.

- O que houve?

- Eles reviraram o apartamento todinho.

- Do que você tá falando, parece que tá igual pr amim.

- Olhando rápido talvez.
- Mas eu moro aqui, eu consigo sentir.

PÁG.92

- Ainda bem que eu levei o Griff pra outro lugar.

- Dino certamente tá com um fogo no rabo que só.

- Olha...
- Seria uma pena dar a ele o que ele quer.

PÁG.93

- ...

- Tem certeza?

- Sim, senhor.

- Não acharam nada.

- Ah, é?
- Então a raposinha traiçoeira estava nos esperando.

- Mas não temos certeza de que ele sabe de algo, não é?
- Como saber que aquele cara deu algo pro Ash?

- Eu sei.

PÁG.94

- Ele deu aquilo pro Ash.
- Eu estou cada vez mais certo disso.

- Marvin.
- Senhor?

- Tenho um trabalho pra você.

- Faça ele confessar.
- Entendido!

- E se ele não colaborar?

- Se ele não colaborar?

PÁG.95

- Então faça o que quiser com ele. Pode machucá-lo mas não o mate.
- Sim, snhor!

- E não toque na mão que ele usa pra atirar.
- Um gato que se comporta mal precisa ser punido.
- Mas não adianta de nada se ele não consegue mais caçar ratos.

- Vamos continuar vigiando ele?

- Sim, recuar agora só vai fazer ele suspeitar mais.
- Ele é esperto, temos que ter cuidado.

- Eu não o entendo.
- Por que ele resiste?
- Ele nem sabe sobre o que é isso.

PÁG.96

- Ei, Arthur.

- Tenho o aval do Dino.
- Agora isso facilita as coisas.

- Tá falando sério?
- Mas ele também tem algo com o Ash assim como você.

- De qualquer forma, isso facilita.
- Tenho uma ideia, tá comigo?
- Só continue mantendo sua "promessa".

- Sim, claro, estou contigo.

PÁG.97

*graa*

- Chefe!

- Já falei pra não entrar assim aqui.
- Algo me diz que você encheu a paciência da Brandish de novo.

- Haha

- Eu não sei porque você tá deixando esse cara aqui. Eu sou um obstetra e ginecologista.
- Minha especialidade é aborto.

PÁG.98

- Sobre aquilo que te dei outro dia...
- Shh!

- ...

- Descobriu algo?
- Claro que não, já falei que eu sou obstetra, cacete.
- Mas...

- Foi droga, né?
- Acho que sim.
- Você ACHA que sim?

- Foi isso que o cara do hospital de veteranos disse.

- Veteranos? Então esse aqui...
- Isso mesmo, um glorioso herói da Guerra do Vietnão.

PÁG.99

- Ou melhor, o que sobrou dele.

- ...

- O que ele é pra você?
- Já que tô cuidando dele você pode me dizer.

- É meu irmão.

- Foi o que imaginei.

- Jura?

- Vocês se parecem um pouco.
- Então você tirou o seu irmão do hospital?

PÁG.100

- Sim, e daí?
- O que você já ia falar?
- Ah, sim.

- Então seu irmão usou droga no Vietnã?
- Foi o que me disseram.

- Sabe de que tipo?
- Não.

- Por que a pergunta?

- Eu não sou especialista, então não dá pra ter certeza...

- Mas não acho que existem casos documentados de um paciente tendo flashbacks.
- Ainda mais 10 anos depois.
- "Flashbacks"?

- Um tipo de convulsão relacionada a memórias ruins. Ele tem convulsões e fala coisas incompreensíveis, não é?

- Sim.
- Tipo "Banana Fish".

PÁG.101

- "Banana Fish"?
- É o que ele fala quando tem uma crise dessas.

- Ah, é?
- Que flashback estranho. Seu irmao era fã de Salinger?

- Como?
- Nunca ouviu falar? É uma história escrita por Jerome David Salinger. Quando você encontra o "Banana Fish", você quer morrer. É o peixe da morte.

- Morte?

- Hmmm.
- Eu não sabia disso.

[Nota de tradução: Jerome David Salinger (1919-2010) escreveu em 1948 na revista "The New Yorker", um conto chamado "A Perfect Day for Banana Fish" (Um dia Ideal para os Peixes-Banana). Conto esse que provavelmente inspirou a autora do mangá, a usar esse nome. Além disso, Salinger também é conhecido pelo aclamadíssimo romance "The Catcher in the Rye" (conhecido em português como "O Apanhador no Campo de centeio"), de 1951.]

PÁG.102

- Um conhecido próximo do Ash virá nos encontrar aqui às seis e meia.

- E então ele vai levar vocês até o esconderijo deles.
- Nós não podemos entrar lá. Se descobrirem que somos policiais, vai dar problema.

- Então vamos sozinhos?
- ...

- Não se preocupem. Ele não iria machucar um inocente estrangeiro, ao contrário de outros por aí.

- Eu meio que tenho uma conexão pessoal com ele, mas nunca posso vê-lo cara a cara. Enquanto aqueles garotos estiverem preocupados, nós, os policiais, somos os inimigos.

PÁG.103

- Acreditem em mim. Enquanto o Skip estiver com vocês, os outros irão te deixar em paz. Skip é o braço direito do Ash, e é ele quem está vindo até nós.

- É só não irritá-los, claro.
- ...

- Ele deve ser bem popular pra comandar tantos garotos assim.
- Sim, mas eles também têm medo dele.

- A verdade é que ele é bem esperto.
- Ele até é chamado de "Lynx". Obviamente, esse não é o nome real dele.
- Dizem que ele tem um acordo com a máfia. Ele recolhe dinheiro e transporta coisas para eles. Ele nunca foi pego e não deixa nem sombra de evidência.

PÁG.104

- <"Recolher dinheiro"?>
- <Exato, que nem um agiota.>
- Uau.

- Além disso...
- Ele é um excelente atirador.

- Incrível.
- E ele só tem 17 anos.

- E aí, Charlie!

- Foi mal pelo atraso, tive que resolver umas coisas.

PÁG.105

- Por que demorou tanto, Skip?

- Skip!?

- Ah, o que dizer? Aconteceu algo só. Eu sou ocupado, você sabe,
- Ao contrário de vocês, policiais.

- <Esse aí é o Skip?>
- <É uma criança.>

- Quem é o cara com o moleque?

- Hmm...

- Deve ser difícil levar o seu filho pro trabalho junto contigo.
- "M-moleque!?"
- Calma aí, calma aí.

PÁG.106

- Pfft, ele é o único menor de idade aqui.

- Certo, vamos nessa?
- Essa hora o Ash costuma estar praticando tiro.

- Tomem cuidado.
- Certo.

- Sairemos correndo ao primeiro sinal de problema.

- <Olha, não acho isso muito seguro não.>
- <Vamos torcer pra que fique tudo bem.>

- <Tem certeza?>
- Do que vocês tão falando aí?

PÁG.107

- <As coisas tão começando a ficar sérias!>

*Kree*

*gulp*

- Do que estão com medo? Bora!

- <Que medo!>
- <Mesmo assim eles ainda são só crianças.>
- <Assustador.>

PÁG.108

*TOK*

- Ash!

PÁG.109

- E aí, Skip.

- !
- <E-esse é o Ash?>

- <Ele é diferente de como eu imaginava.>
- <Pois é.>
- <Achei que seria mó brutamontes.>

- ?

- Ash, esses são os caras que o Charlie nos falou sobre. Os que vieram do Japão.

- Ah, sim.

PÁG.110

- Bom, cês queriam falar com ele, né?
- Errr... isso aí.

- Ah, E-e-eu sou o Shunichi Ibe.
- Prazer em conhecê-lo.

- Tá bom.

- Pode pular as formalidades, cara. O Chefe não liga pra como você se chama.

- <Que moleque abusado.>
- Eu sou um cameraman japonês. Trabalho pra uma revista e viemos fazer algumas perguntas sobre a sua gangue.

- Certo...

- <Caramba.>
- <Esse garoto é intimidador.>

- Ok...
- O que você quer saber?

PÁG.111

- Hã?
- Como disse?
- <O que você quer saber?>

- Ah, antes disso posso tirar uma foto sua?

- Claro.

- <Eiji, me passa a câmera.>
- <Certo.>

- Eles usam pirralhos no Japão como assistentes?

- Eu sou mais velho que vocês!

- É mesmo? Foi mal, achei que você era pirralho.
- <Vocês é que são os pirralhos!>

PÁG.112

*Click*

- ...
* click!*
* click!*

- Essa arma é de verdade, né?

- Hã?
- Do que você tá falando?

- <Mas que pergunta idiota!>
- <Eu não tô no Japão, é claro que é de verdade.>

PÁG.113

- É que no Japão só armas falsas são permitidas.
- Posso olhá-la um pouco?

- ...
- !

- <Eiji, acho que isso não foi uma boa ideia.>
- <Oi?>

- Claro.

- !

- ...
- Uau! Obrigado!

- Caramba, ela é pesada!
- Que demais.

PÁG.114

- Agradecido.

- Posso fazer uma pergunta?

- Qual?

- Você já matou alguém?

- Sim.

- Nossa, entendo...
- ...

- Você é tipo um pirralho mesmo, né?

- Hã?
- Com licença?
- <Ele disse que você é interessante!>
- <Algumas coisas é melhor nem saber.>

PÁG.115

- Opa!
- Eiji!

- Deixa eu te pagar uma bebida.

- Você é impressionante.
- Hã?
- Acho que te subestimei.
- O que quer dizer?

- Essa é a primeira vez que o Ash deixou alguém mexer na arma dele!

- Sério?
- Sim!
- Uma vez um bêbado tentou só de brincadeira e perdeu um dedo na hora!

PÁG.116

- <Por que você não me disse isso ANTES?>
- Parece que o Ash gostou de você, isso é ótimo!
- Fico feliz de tê-lo apresentado a você!

- Prazer, eu sou o Skip! De vez em quando me chamam de Skipper.

- E eu sou o Eiji.
- Eiji Okumura.

- Beleza, Eiji. Essa é pela sua coragem!
- E pelo seu dedo!
- Hehehe.

*PUUH*

- Isso aqui é licor!
- ?
- Mas é coca batizada!

*shhh*

PÁG.117

- Parece que estão todos aqui.

- Beleza, vou deixar vocês entrarem no meu plano, então escutem.

- O Ash tá de olho na gente.
- Vamos aproveitar essa oportunidade pra acabar com tudo de uma vez por todas!

- Primeiro temos que separá-los e fazer com que ele fique sozinho.
- E para isso...

PÁG.118

- A gente tem que pegar aquele pequenininho, o Skip.

- Vamos usá-lo como isca pra atrair o Ash.
- Iremos atraí-lo até esse armazém aqui.

- Ao mesmo tempo, vamos guiar a gangue dele pra direção oposta.
- Temos que isolá-lo!

- Agora, mão na massa!

- ...

- Heh! Nada mal, moleque.

PÁG.119

- Mas será que funciona? Ele é espertão.

- Só tirar a arma da mão dele que ele vira um bunda mole.
- E pra isso, precisamos do neguinho lá. Ele é o bichinho de estimação dele.

- Parece até que você tá do lado dele.
- Não me diga que você tá deixando seu sentimentalismo entrar no caminho.
- Pfft, de jeito nenhum!

- Nós queremos que isso funcione, né?
- Estamos nessa juntos.

- Hmmm.

PÁG.120

- Aquele cara é seu irmão?
- Hein?

- Não, por quê?

- Vocês se parecem.

- Você consegue diferenciar um japonês e um chinês?
- Não.
- Hahahahaha.

- Ash "Lynx"...
- O que?

- Ouvi dizer que ele é bom de tiro.

- Foi o Charlie que te disse, né? É isso aí.

PÁG.121

- Uma magnum 357 Smith & Wesson.
- Isso mesmo.
- Ele diminuiu o barril mas nunca errou um tiro de 25 jardas.

- Uau.

- Você o admira muito, né, Skip?
- Como assim?

- Esquece.
- Eiji!

- <Você falou com ele?
- <falei...>
- <Mas ele não respondeu.>

- <Ele não quer falar sobre si mesmo.>
- <Na idade dele, segurando uma calibre 38 e rei dos delinquentes.>
- <Tem que ter uma história e tanto aí.>

PÁG.122

- <Eu vou voltar amanhã.>
- <Mas não sei se ele vai querer isso.>

- <Pelo menos agora temos a conexão.>
- <Precisaremos de paciência. Vamos, o Chrlie tá esperando.>
- <Beleza.>
- Tchau, Skip.

- <Nossa, um moicano.>

- Ei, Shorter, o que você veio f-
- Ash!

- Não temos tempo!
- Você precisa cair fora daqui!!
- ?!

PÁG.123

- É o Arthur!
- Ele juntou a gangue toda e os caras tão vindo atrás de você!

- !

- HYAAAAAH
*BLAM*
*CRASH*
-WAH!!

- !

- !

PÁG.124

- !

- Alguma coisa aconteceu!

- Mas isso aqui tá apertado demais...

- ...PRA ESSA PANCADARIA TODA, PORRA!

- Eu tô cercado.
- Não posso usar minha arma.

PÁG. 125

- !
*BAM*

*WAAAAH*
- Mas o que...

- Chame reforços!
- RÁPIDO!

- PARADOS!! POLÍCIA!
- IBE!! EIJI!!
*BANG*
*BANG*

- CHARLIE!!

- CHARLIE!!
- Abaixa a cabeça, seu idiota!!

- Olha ele lá!

PÁG.126

- Ainda bem que o Charlie apareceu!
- Agora a gente tem que esperar a poeira abaixar.

- !

- AAAAAAAH!!

*CRASH*

- ...
- Bora!
- Por aqui, Eiji!

- Ai, caralho...
- !

PÁG.127

- Ô, VOCÊS AÍ!! PARADOS!!

- !
- Vai lá pegar eles!

- !

- Ah, então é disso..

-... QUE VOCÊS VIERAM ATRÁS!!
*POW*

PÁG.128

- SKIP!!
- VOLTA, É UMA ARMADILHA!!

- Nossa, isso aqui abre no meio da rua.
- Quieto!
*thump*

- E aí, Skip.

- Eiji!
- Eiji, cadê você!?

PÁG.129

- Foi mal, gurizada, mas vocês vão vir com a gente.

- ...

- SKIP!! VOLTA PRA CÁ!!
- !

PÁG.130

- SKIP!!

- !

- ASH! NÃO VAI!!

- SAI DA FRENTE!
*POW*

PÁG.131

- !
- Eiji!
- Ele tá com o Skip!!

PÁG.132

SKIPPER!!

- Entra logo!!
- ASH! AH!

*Vroom!*
*KREEE*

- !

- Merda!
*VROOOM*

PÁG.133

*click!*

*BAAAANG*

*Pik*

- JACK!

PÁG.134

- O JACK TÁ MORTO! MATARAM O JACK!!
- Eu já entendi, cala a boca!!

- Ash desgraçado!!

*gulp*
- <Calma, calma.>
- <Isso tá acontecendo de verdade. É de verdade!>

- <Meu deus, eu posso acabar morrendo.>

PÁG.135

- EIJI!!

- Eiji...
- Merda!!

- Shorter, eu vou com a sua moto!
- ASH!!

- ESPERA, ASH! NÃO VÁ!
- É uma armadilha!!
*VROOOOM*

PÁG.136

- Ele tá atrás da gente!!

- Mas era isso que a gente queria.

*VRRRRRRRRRR*

PÁG.138

- Ai! Me solta, seu merda!
- Seu lixo!
- Me solta!
- Cala a boca!
- Eu não fiz nada!

- Sim, isso aí. Um asiático. Homem, 19 anos de idade, mas parece uns 5 anos mais novo que isso.

- O nome dele é Eiji Okumura.

- Desculpa, Ibe, eu não deveria ter...
- Não é culpa sua.
- Eu não pude fazer nada também.

PÁG.139

- Você acha que ele está bem?

- Eu não sei, estamos vasculhando tudo.

- Lamento que não há muito que possamos fazer.
- ...

- <Por favor, que fique tudo bem, Eiji.>

- O resto de vocês procura o lugar onde o Arthur preparou a armadilha.
- Encontrem um dos caras da gangue dele e faça ele desembuchar!

- Eu vou tentar descobrir se o Dino e o Marvin tão envolvidos.
- Algo me diz que o Marvin tá nisso.

PÁG.140

*VRRR*

*SKREEEH*

- ...

PÁG.141

- Arthur!!

- Eu sei que você tá aí! APAREÇA!!

PÁG.142

*tik*

- Ora, ora, chefão...

PÁG.143

- Você sabia que era uma armadilha.
- Por que veio mesmo assim?

- Porque mais cedo ou mais tarde precisaríamos ter nosso acerto de contas.

- E aqui estou, sozinho. Você não precisa mais do Skip, certo?
- Cadê ele?

PÁG.144

- Não é tão fácil assim.
- Isso não é mais só entre eu e você.

- O quê!?

- ASH!

- Bem-vindo, Ash Lynx.

- Muito obrigado por vir até aqui por livre e espontânea vontade.

PÁG.145

- Então é assim, né.
- Que decepção, Arthur.

- Você sempre faz tudo de qualquer jeito.
- Bem que falam que se você quiser algo bem-feito, que faça você mesmo.

- Então você é pau-mandado do Sindicato agora.
- Combina com você.

- Pode passar a arma pra cá.

- Não, Ash! Eles vão te matar!

- Primeiro, deixe-os ir.

PÁG.146

- E esse china aqui, Ash?
- O Skip tá tomando conta dele. É amiguinho novo?
- <Ai!>
- Deixe o Eiji fora disso!

- Mate-o!

- ESPERA!

- Você é mesmo um lixo humano.

*Thump*

PÁG.147

- Não é à toa que você é tão popular!
- Ash!

*KRAK*

- É hora de dar o troco pelo que você fez com os meus dedos!!

PÁG.148

*WHUMP*

- Preparado pra confessar?

- Confessar o quê?

*POW!*
-UGH

- Isso dói, caralho!

PÁG.149

- POR QUE VOCÊ NÃO SE ACALMA UM POUCO!?
- UGH!
*PUH*

- Que filho da puta!!

*Thump*

- Mas você é insistente, hein?

PÁG.150

- Deixa eu te contar um lembrete, ô espertão.
- Você já deveria saber que não dá pra fazer o Papa Dino de trouxa!
- ...

- Por que você não colabora?
- Você pegou algo com aquele cara. Onde você escondeu?

*Ptuh*

- Arrgh!

- ...
- Eu te falei.
- Vai dar trabalho fazer esse aí desembuchar.

PÁG.151

- Eu não sei o que você tá tentando fazer ele falar.
- Mas o jeito mais rápido é cortar uma orelha do Skip ou desse china aí.

- Pfft, eu vou me divertir um pouquinho primeiro.
*Chk*
- Esse moleque já me fez de bobo mais de uma vez.

- Ah, não.
- Não me diz que agora quer virar meu amiguinho, Marvin.

- Vai lá, quero ver você tentar.

- VAMOS VER QUANTO TEMPO MAIS VOCÊ RESISTE, ASH!!

PÁG.152

*CLANG*

- ASH!
- Você tá bem!?

- Ai...
- Não encosta em mim. Tá doendo.

- Merda!
- Eles foram mesmo pra cidade.
- ...

PÁG.153

*rip*

- Que?
- Me dá o seu braço.
*Riiip*
- Eu vou parar o sangramento como puder.

- Obrigado por me salvar.

- ...

- Talvez você tivesse ficado melhor se eu não salvasse.

- Pode apostar que eles não vão acabar com a gente rapidinho só metendo um tiro na nossa testa e pronto.

PÁG.154

- Acordou?
- ...
- Como você tá?

- Por quanto tempo eu dormi?

- Hmm, talvez por uma hora?
- ...

- Que dor!
- Você tá legal?

PÁG.155

- Parece que eu tô com uma costela quebrada. Dói quando respiro.

- Você precisa deitar.
- Não acho que essa é uma opção.

*KLANK*

- E aí, Ash.

- Como você tá?

- Marvin.
- O que você vai fazer agora?
- Vai matar a gente?

PÁG.156

- Aí é com você.
- Se você se comportar, posso dar uma palavrinha com Papa Dino pra você.

- Tá certo.

- Finalmente teve juízo, né?

- Eu tenho algo pra falar contigo em particular.

- Tá bem, molecada, pra fora.
- Ô, Marvin!

- E o nosso acordo!? Você vai mesmo deixar ele vivo1?

- Com quem você pensa que tá falando?
- Eu tô representando o Papa Dino aqui.

PÁG.157

- Você mentiu pra mim, seu filho da puta!
- Tirem-no daqui.
- E vocês também, saiam.

- Espera aí, Marvin.
- Qual o seu problema? Papa Dino me encarregou disso, não foi?

- Tá certo, faz o que você quiser.
- Só faz ele falar logo.
- Deixa comigo.

- E vê se não se empolga na sua "diversão".
- Cala a boca e vai embora logo.

- ?
- ?
- Ele é gay e tá afim do Ash.

- HEIN?
- Fala baixo!
- Que foi, tá falando de mim?

PÁG.158

- Eu prefiro não ter plateia.
- Não tem algum lugar que dê pra gente ficar sozinho?

- <Tá brincando!?>
- Shhh!
- Tenho sim, vem cá.

- Acho que tô com uma costela quebrada.
- Tem como me dar uma ajudinha aqui?

- Oh, coitadinho...
- Vai sarar já já.

- QUE GENTIL DA SUA PARTE, MARVIN!!
- UGH
*WHUMP*

PÁG.159

- !
- Isso aí!

*POW*

- Ai, ai, que dor!
- Tu é o cara, chefe!

- Vamos embora daqui, rápido!
- <Ele é incrível DEMAIS!>

- O carro que usaram pra trazer a gente pra cá deve estar por ali!

PÁG.160

- !

- ELES ESCAPARAM!!

- Que dor...
- !

- Tá doendo tanto assim?
- ...

- Que cena lamentável.

PÁG.161

- POR AQUI!
- Olhem do outro lado!
- !

- Corram!

- ACHEI ELES!!

- AH!

- <Um beco sem saída!>

PÁG.162

- Droga! Depois de tudo que a gente passou.
- ...

- Ok.
- Se eu der a eles o que eles querem, talvez deixem vocês escaparem.

- Uff!
*kreee*
- ?

- Eu tô com você!
- A gente vai lutar também.

- Você é mais forte do que parece, Eiji. Gostei!

- Ah, isso aqui não é pra lutar.

PÁG.163

- É pra pular esse muro.

- Como é?
- Você tá maluco?

- No Japão eu pulo mais alto que isso.
- Eu fazia salto com vara.

- Você é retardado? Se esse cano velho quebrar você tá morto!
- Sim! E se eu conseguir pular esse muro tenho certeza que vai se arrebentar no chão do outro lado!
- E o que a gente faz, esperamos aqui pra ser mortos?

- Se a gente morrer de qualquer jeito, quero morrer tentando!!

PÁG.164

- Então é isso que chamam de "Kazekami", né?
- É "Kamikaze"!

- Eles tão aqui! Venham!

- Chega de bancar o bonzinho!!

PÁG.165

*TOK*

- <Por favor, não quebra!!>

- !

PÁG.166

- ELE CONSEGUIU!!

*CRASH*
*clang*
*clang*
-AARGH
-Opa...
-o chão

!

- ASH!
- Ora seu...

PÁG.167

- Ughh...

- Ufa.

- Ai!

- <Que dor!>

PÁG.168

- <Droga!>

- <Aguenta aí, Ash!>

- <Você ainda não conhece a força de vontade dos japoneses!!>

PÁG.169

- Você se meteu com o cara errado.

- ...

PÁG.170

- Onde você escondeu o chinesinho!?

- Ele fugiu.

- DESGRAÇADO!!
*WHAP*

*Thud*

- CHEGA! VOCÊ TÁ MORTO!!

PÁG.171

- Esquece isso.
- O que fazer com essa bagunça, Marvin?

- Pfft
- Se o china lá chegar nos policiais, ferrou.

- O que você vai fazer?
- Isso que dá pensar com o pau.

- Vamos resolver isso em outro lugar.

- Vamos matar esses dois lá.

PÁG.172

*hff hff hff*

- ...

- <Perdi muito sangue. Nisso que dá ficar correndo com ferida aberta.>
- <Ai!>

- <Eu tenho que chegar em alguma rua pra chamar ajuda.>

PÁG.173

- Shorter!! Achamos eles!

- Eles tão no terceiro pier do Rio East!
- Tem certeza?
- Sim, um dos caras do Arthur falou pra mim!

- Bora lá então cambada! Junta todo mundo!
- O chefe tá com problema! Preparem-se para a luta das suas vidas!!
- ISSO AÍ!!

PÁG.174

- Esse aqui é da gangue do Ash.
- Trabalho de profissional.
- ...

- Mesma coisa com esse aqui.

- Ash de novo. Mas que diabos tá acontecendo?

- Pelo amor de deus, eles são crianças!

- Assim que a gente achar o Ash vamos descobrir.
- Sim, senhor.

- E o Eiji, ainda sem pistas?
- Não, senhor.

- Acho que ele está com o Ash.
- Digo, ESPERO que esteja.

PÁG.175

- Quer um café?
- Você vai poder falar que tomou o famoso cafézinho do Departamento de Polícia de Nova Iorque.

- Obrigado.

- Por que você não volta pro seu apartamento e descansa um pouco? Você tá precisando.

- Eu não consigo dormir.
- Desculpa pelo trabalhão todo.

- Que isso, sem problema.
- Eu sei como você se sente.

PÁG.176

- Até depois.

- Se importa se eu sentar?

- Por favor.

- Desculpe.

- Não é sua culpa, Charlie.
- Foi por minha causa.

- Não, eu sou o responsável.
- Eu nunca deveria ter enfiado vocês nessa.

PÁG.177

- Dois membros da gangue do Ash foram encontrados mortos hoje de manhã.

- Mas o que está havendo? Nada desse tipo aconteceu antes.

- ...

- Eu tava pensando...
- Logo antes da briga no bar, um jovem de moicano chegou.

- Moicano?

- Eu acho que ele disse pro Ash "Fuja! Rápido!"
- E aí a briga começou.

PÁG.178

- Shorter!?
- Hein?

- O garoto do moicano. O nome dele é Shorter Wong. Ele é chinês e líder de uma gangue.
- É amigo do Ash.

- Então você acha que ele sabe de algo?
- Provavelmente.

- Aonde você va!?

- Procurar o Shorter!
- Talvez ele possa nos dizer algo.
- Eu vou com você!
- Me leva com você, não consigo ficar aqui parado esperando!

PÁG.179

- <Um telefone! Preciso achar um rápido!>

- <Todo mundo tá olhando.>
- <Acho que eu também olharia se visse alguém correndo na rua todo cheio de sangue.>

- <Ali!>

*BAM
-AHH

- <Perdão, madame, eu tô com pressa!>
- AH! SANGUE!
- UM ASSASSINO!!

PÁG.180

- Socorro!
- Alguém!
- Chamem a polícia!
- <Sim, isso mesmo que quero!>

- Alô? Alô? Telefonista?
- Eu preciso falar com a polícia. Precinto vinte-e-um!
- Rápido!

- <Por favor, anda logo!>

- Alô? Alô? Precinto vinte-e-um
- ...
- Alô?

PÁG.181

- Nossa.
- Não é aquele garoto japonês?

- No pier?

- Tem certza?
- Era isso que o Shorter e a gangue dele tavam falando.

- No Pier! Faz sentido. Hoje é domingo e aquele lugar deve estar vazio.>

- Eles disseram em qual pier?
- Talvez, mas não ouvi.

- Entendi, muito obrigado!
- Ei, aquelas fotos que você tirou de mim estão prontas?
- Vou trazê-las na próxima!

PÁG.182

- Charlie, uma pista!
- ...

- Eu também tenho boas notícias! Acharam o Eiji!

- Sério?

- Ele foi levado para um hospital.
- Ele tá machucado?
- Como ele tá?

- Eu não sei, vamos!
- O inspetor Jenkins deve estar lá também.

PÁG.183

- Charlie!
- Ibe! Aqui!

- Inspetor!
- Eles acabaram de fazer os curativos nele e colocá-lo numa sala. Ele perdeu muito sangue mas não está gravemente ferido.
- É na sala 208, podem ir!

- Espera, Charlie. Vem comigo!
- Hã?

- Segundo o Eiji...
- Vai ter uma confusão no Pier do Rio East.

- Ash!?
- Isso, Ash e o Skip.

- Vamos!
- Meus homens já estão a caminho, mas descobri algo ainda mais interessante.
- Oi?

PÁG.184

- Marvin Crosby está envolvido.

- Crosby!?
- O do Dino Golzine!? Não pode ser!

- É verdade.
- A descrição do Eiji bate com o Crosby.

- Essa não, no que o Ash se meteu?
- E ainda tem esses suicídios estranhos...

- Parece que todos eles de alguma forma estavam envolvidos com as famílias rivais do Golzine.

- Uau...

PÁG.185

- <Você me deixou preocupado, Eiji.>

- <Desculpa, Ibe.>

- <Eu é que devia pedir desculpas. Sinto muito não ter sido capaz de te salvar.>

- <Pra ser sincero eu queria voltar agora mesmo. Como posso ficar parado aqui?>

- <O Ash arriscou a vida dele por mim e se não fosse por mim o Skip poderia ter fugido.>

- <Eu me odeio.>
- <Só atrapalhei as coisas.>
- <Fui um inútil.>

- <Não é verdade.>
- <Você chamou a polícia. Certeza que o Charlie vai lá salvá-los.>

PÁG.186

- <Acho que o Ash se meteu numa grande encrenca.>
- <Aquele gordão era do "Lado Negro", com certeza.>

- <A Máfia, né?>
- <Parece que o Ash tem alguma conexão com eles.>

- <Mas torturá-lo assim?>
- <Se só queriam tirá-lo do caminho, bastava uma bala.>

- <Estão tentando tirar algo dele.>
- <E o Ash parece conhecer o gordão lá há tempos.>

- <Hmmm...>
- <O que poderia ser tão importante assim?>

- <Enfim, vamos torcer para que não seja tarde demais.>

PÁG.187

- ...

- Tá muito quieto.

- A grande questão aqui é pra qual armazém os levaram.
- Não vai ser fácil de achar o certo.

- !
*Vrrrrn*

- Se escondam!

*vruuuu*

- Ô, você viu quem tá dirigindo!?
- Sim, é um dos caras do Marvin.

- Que merda! Então aquele porcão tá nessa também.
- O que quer dizer que o Dino também tá.

PÁG.188

- O carro chegou.

- Certo.
- Preparados, rapazes?

- Pra onde você tá nos levando?

- Só atravessar o rio que a gente pega emprestado uma das casas do Papa Dino.

- Você não tem nada com o Skip, deixa ele ir!
- Ash!

- Pode esquecer. Já que você não tá afim de entrar na nossa festinnha...
- Acho que ver o garoto dançar vai te fazer mudar de ideia.

PÁG.189

- Se soltar o Skip...
- Eu falo onde tá escondido.

- Ah, é?

- Mas ao que você tá se referindo?
- Não se faça de desentendido! Eu não sei que porra é aquela mas o cara me deu alguma coisa!
- Se você quer aquilo, eu te dou DEPOIS de soltar o Skip.

- Foi mal aí mas eu não faço a menor ideia do que você tá falando.

- !

- Seu porco de merda!
- Pode botar todo mundo no carro.

PÁG.190

-Uhh!
-AHH!
- !

- Quem são esses moleques!?
- De onde eles saíram!?
- Arthur, seu traíra! Apareça!
- Uhh!

- Ash!!
- Cadê você!?
- Skip!

- !
- Shorter!

- Ora seu...

- !

*THUD*
- AAH!

PÁG.191

- Cuidado, Shorter!!
- Os caras do Dino tão aqui!

- Essas pragas!!
*BANG*

- Cuidado, vão pra trás do contêiner!!
*bling*
*BANG*
-AAH!

*WHEEEEEEOOOOOOO WHEEEEOOO!!
- !

- !

- É a polícia!
- Caralho, aquele japinha chamou a polícia!

- Arrgh...
- Seu...

PÁG.192

- !

- Eu não ia facilitar assim pra você mas agora não tenho escolha.
- Deu sorte.

- Mas a sua sorte já vai acabar.
- MORRA, ASH!!

- ASH!!
- Calma aí!

- !

PÁG.193

*BANG*

- SKIP!!

- SKIPPER!!

PÁG.194

- SKIPPER!!

- !!

- Skip!
- SKIPPER!!

- ...

PÁG.194

- Marvin!
- Seu...

- A polícia! Corre!!
- PARADOS!
*WHEEEEOOOO*
*SKREEE*

- Merda!
*BLAM*
*Vruuuuum*

- ESPERA AÍ, MARVIN!!

PÁG.195

- SAI!
- WAH!
- ASH! NÃO!!

*BAM*
*SKREEEECHH*

- ASH!!
*SKREEEECH*

- ...
- Shorter!!
- Cadê o Ash!?

- Você tá atrasado, cara! Vai atrás deles!
- O Marvin matou o Skip e o Ash foi atrás dele!!

- O quê!?
- Naquele carro!?

PÁG.196

*VRUUUUUM*

- Argh..
- Não era pra ser assim.

- Huuf
- Huuf
- Huuf
*SKREEECH*

- ...

PÁG.197

- Então ele ainda insiste em resistir.
- Ele seria tão útil se dominado.

- Mas um Lince é um Lince.
- Ele não pode ser tratado como um gatinho qualquer.

- O que a gente faz com o Marvin?

- Deixa comigo, eu resolvo com ele.
- E eu vou pegar o Ash também.

- Você tem um plano?

- Mas claro.
- Só tem uma condição.

- É mesmo?
- Quer fazer um acordo comigo?

PÁG.198

- Eu quero o território do Ash.
- Para controlar todas as gangues, preciso da sua ajuda.

- Entendi.
- Você é ainda mais ambicioso que o Ash.

- Certo.
- Deixa eu escutar o seu plano.

*SKREEECH*

- Huff
- Huff
- Huff

- Huff
- Perdi ele.

PÁG.199

MERDA!

- Agora eu lembrei. Ele mora por aqui em algum lugar.

- Aquela sala...

- ...

- Tá aberto!?
- Ele tá em casa!?

PÁG.200

*Wreee*

- Tem algo de errado
- Se ele voltou mesmo não teria deixado a porta destrancada.

*Wreee*

- !
- AH!

PÁG.201

[Sem texto]

PÁG.202

*gulp*

- Minha arma!
- Por que isso tá aqui!?

- Merda, deve ser uma armadilha!

- PARADO AÍ!! POLÍCIA!
- !

PÁG.203

- Mas...

- Sai de perto da arma!!
- Mão na cabeça!!

- Esperem aí!
- Não fui eu!

- EU NÃO MATEI ELE!!

PÁG.204

- Rápido, senhor!!
- Espera um pouco, Charlie!
- Arf
- Arf

- EU TÔ TE FALANDO, NÃO FUI EU!! ME SOLTA, PORRA!!
- !

- Ai!
- Não precisa ser tão bruto assim, cara! Me escuta!
- Pode parar aí!

- ASH!!

PÁG.205

[Sem texto]

PÁG.206

- Ash...

- Ash, você...

PÁG.207

- Eu não matei ele.

- Mentiroso.

- E aí, Jenkins.
- Tá um pouquinho atrasado.

PÁG.208

- Evanstine.
- Tão dedicado ao trabalho que até sai da sua jurisdição, né?
- Policial exemplar.

*Grr*
- Bom...
- é que...

- O Ash, ele...
- Esse garoto parece estar envolvido com um caso que estamos investigando.
- Aí, eu...
- Mas aqui é a MINHA área.

- E isso aqui é um assassinato.

- Eu tô te falando, não fui eu!!

PÁG.209

- E você acha que vou cair nessa, Ash Lynx?
- Eu sabia que você iria aparecer mais cedo ou mais tarde.

- Ah, sim, tava bem preparado...
- Parecia até que já sabia que eu estaria aqui.

- Cuidado com a boca.
- Vagabundo!

- Como você chegou aqui TÃO rápido!?
- A gente tava a nem 5 minutos atrás do Ash.

- 5 minutos é tempo mais que suficiente pra matar alguém.
- E enquanto acontecia, estávamos 5 minutos longe daqui quando a estação denunciou um tiro na vizinhança.
- Quando chegamos, esse rapazinho aqui tava do lado do corpo.

PÁG.210

- O Marvin já tava morto quando eu cheguei.

- Jura?
- Então o que é isso aqui?
- É a SUA arma, né?

- Pfft, andando por aí com arma polícial. Tá tirando com a nossa cara?

- A perícia vai nos dizer o que aconteceu aqui.
- Ai!
- Espera!

- O quê, Jenkins?
- Ele tá machucado, leve-o ao hospital primeiro.

- Ele não tá falando como alguém que precisa de hospital.
- Ele foi atacado pelos homens do Marvin.

PÁG.211

- Então agora tem motivo, é? Mas afinal o que ele fez pra apanhar?

- É isso que queremos descobrir, Willard.

- Vamos dar uma olhada nos ferimentos dele depois do interrogatório.
- Willard!

- O que foi agora, Antonio?

- Me deixe fazer o interrogatório.
- É muito importante!

- Por acaso isso é uma ordem, chefe?

- Um pedido de amigo...
- Willard Evanstine.

PÁG.212

- Bom, tenho que te dar um desconto por não ficar berrando pedindo advogado.

- Nada a dizer, né? Você tá no seu direito.
- Vou te levar no médico depois, mas antes tenho umas coisinhas pra falar.

- Eu lembro bem de você, Ash.
- Você não mudou muito, só tá um pouquinho mais alto.

- E ainda assim aprontando muito, né?
- H ã?

- ...

PÁG.213

- Aqui está, senhor.
- Obrigado.

- Achamos algumas coisas interessantes no quarto do porcão.
- Dá uma olhada.
*flap*

- ?

- ?
- O que foi, não quer olhar?

PÁG.214

- Achamos até filmes, bota pra rodar aí.
- PARA!

- Mas qual é o problema?

- Toma.
- Dá só uma olhada, Jenkins.
- O cara era um nojo mesmo.

- !

- O que é?
- ...

- Pornografia infantil. Do pior tipo.

PÁG.215

- Tá começando o filme.
*tak tak tak*

*tak tak tak*

- ...!

- ...

- Santo deus...

- Já é o bastante pra querer vomitar, né?
- Chega, Willard!

- Aquele ali é você, né?
- Hein, Ash?

PÁG.216

- E nessas fotos também.

* tak tak tak*

- Então é você mesmo.
- Quantos anos você tinha? Dez? Onze? Talvez um pouquinho mais?

- Tá me escutando, Ash?
- É você que tá naquele filme!?

- Isso não é atuação.
- O gordão da frente é o Marvin.
- Ele te estuprou então, né?

- E é por isso que você o matou!?
- Você o odiava tanto que queria matá-lo, né?
- ME RESPONDA!!

PÁG.217

*THUMP*

- Seus amiguinhos ficariam bem surpresos...
- O chefe deles, astro de pornografia infantil.

PÁG.218

- Pare, Willard!
- Você está só cutucando feridas pessoais!

- Você tá fazendo parecer que tô brigando com ele.
- Não tem motivo pra fazer isso!
- Senhor, estamos prontos pra levá-lo.

- Vão logo.

- Até depois, astro de cinema.

- Imagino que tenha sido difícil pra você.

*FLAP*

PÁG.219

- Não me toque!

- Tira essas mãos imundas de mim!

PÁG.220

- ...

- Aquele desgraçado do Willard.
- Foi muita covardia.
- Da mais baixa que há.
- Eu fiz o que pude pra tentar segurar ele.

- O Ash agora nunca vai colaborar com a gente.
- Desisto.

- Eu vou falar com ele.
- Talvez eu consiga.
- Não adianta.

- Você viu o olhar dele.
- Eu nunca vi ninguém agir assim comigo. Foi como se um lince tivesse se arrepiado e mostrado os dentes pra mim.

- Eu ainda quero tentar.

PÁG.221

- Alô, sou eu.
- É você, Dino?

- O Lince já tá na jaula.
- Isso aí.
- Esse garoto até que é fortinho demais pra ser seu brinquedo.

- Mas tem só um probleminha.
- Um cara pra quem tô devendo uma tá em volta do moleque como se fosse abelha. O que ele fez pra chamar tanta atenção assim?

- Ah sim, nada da minha conta então. Só vê se toma cuidado.
- O que você vai fazer? Pagar a fiança dele? Ele não vai aceitar.

- Tá certo. Faça como quiser.
- Pois é. Todo mundo sabe o quão mal policial ganha.

PÁG.222

- Como se sente, Ash!?

- Disseram que tô com uma costela quebrada.
- Você é forte.

- Ash.

- O que tá acontecendo?

PÁG.223

- Eu sei como você tá. Sinto muito pelo Skip.

- Sabemos que Dino Golzine estava por trás do Marvin, mas porque ele iria atrás de você?

- Aconteceram uns suicídios estranhos recentemente. Todos inimigos do Golzine.
- O Jenkins acha que ele deve estar envolvido.

- Nós queremos pegá-lo dessa vez!
- Ele mata pessoas como se pisasse em insetos, como o Skip.
- Queremos te ajudar.

- ...

- Sem saber, você talvez tenha pressionado um pouco.
- Você tá me escutando, Ash!?

PÁG.224

- Eu não sei de nada.

- !

- Eu não tô afim de brincar de polícia e ladrão com vocês.
- Eu não matei o marvin.

- E eu não sei quem foi.
- Mas se ninguém tivesse chegado lá antes, eu teria matado ele eu mesmo.

- ...

PÁG.225

- O que você pode fazer afinal?
- O Marvin tá morto, não tem evidência.
- E como você vai acusar o Dino?

- Bem...
- Se nos disser o que sabe...

- E mesmo que eu soubesse algo, no que isso ajudaria?
- Ele tem uma puta equipe de advogados do lado dele, e isso tá "no direito" dele, como vocês mesmos dizem.
- Mesmo que prendam, ele ainda vai sair de lá rapidinho com fiança em nem uma hora direito.
- Até um moleque de rua que nem eu sabe disso!

- ...

- Se quer me acusar de assassinato, vai em frente.
- Comparado com ele, eu sou só um Zé ninguém.

PÁG.226

- Só me deixa em paz.

- ...

- Tudo bem, Ash.

- Mas por favor, confia em mim.
- Nós queremos mesmo te ajudar.
- Você é bem selvagem.

- Não consigo não torcer por você.
- Talvez não faça sentido, mas é verdade.

- Melhoras.

*THUMP*

PÁG.227

- Então você tá dizendo que não dá pra fazer?

- É verdade, me disseram que foi feito por acidente.
- A fórmula sozinha não é o bastante.

- A única amostra perfeita que tínhamos eram aqueles poucos miligramas que foram roubados.
- Vamos precisar DELE pra nos ajudar.

- E de quem é a culpa!?
- Você ferrou com tudo.

- Deixando ele entrar assim até o seu laboratório!

- E por que você acha que te dei uma casa com um laboratório secreto dentro!?
- E ainda por cima, ele não tava lá no endereço de Los Angeles que você nos deu!

PÁG.228

- Pffft.
- Eu falei com meus homens em Los Angeles.

- Vamos pegar ele logo logo.
- E vamos conseguir recuperar a amostra também.

- Banana Fish...
- É mais problema do que vale a pena o esforço.

- Suma daqui.
- Você tá confinado na sua casa até que eu diga o contrário, fui claro?

- S-sim, senhor.

*TMP*
- Que inútil.

PÁG.229

- Não dá pra confiar.

- Sobre o Ash, senhor...
- Ele recusou o advogado que enviamos.

- Ash...
- Eu sei exatamente o que ele tá pensando.

- Ele tá esperando eu pagar a fiança dele.
- Senhor?

- Primeiro ele finge resistência. Então ele finge calmaria, até que na primeira oportunidade me apunhala pelas costas.
- Ele sabe que não pode vencer então planeja um ataque suicida. Admirável, pra dizer o mínimo.

- Se for verdade...
- Isso aí, ele é uma criança, mas não dá pra pegar leve com ele.
- Eu tenho um plano. Ligue pro advogado Louis Evans.

PÁG.230

*ch*
- Ei, Charlie!

- Alô, Ibe.

- Tem um segundo?
- Claro!
- Tá meio bagunçado, mas pode entrar.

- Ouvi dizer que vai voltar ao Japão.

- Sim, recebi um telegrama de Tokyo.
- Imprevistos demais aconteceram e me chamaram de volta. Isso é ruim.
- Quando você vai?
- Temos um vôo reservado pra uma tarde, vamos embora depois de visitar o Lobo amanhã.

- Cadê o Eiji?

- Ele tá dormindo no quarto ao lado.
- Ele perdeu muito sangue, então vamos devagar até ir embora mas ele está bem.

PÁG.231

- Eu não tenho direito de pedir um favor desses, mas...

- ?

- Poderia por favor adiar sua volta ao Japão?

- Hã?

- Preciso da sua ajuda com o Ash.
- Na verdade, é da ajuda do Eiji que preciso.

- E o Ash?
*graa*

PÁG.232

- Eiji, o Ash tá prestes a fazer uma aposta que não há como vencer.
- Ele vai tentar usar a única carta na manga que tem pra enfrentar o chefe do Sindicato que armou essa cilada pra ele e matou o Skip.

- O quê!?

- Ele não tem a menor chance!
- Ele vai ser morto com certeza!

- E que "carta na manga" seria essa?

- Eu realmente não sei.
- Mas o Dino, chefe do Marvin, vai atrás do Ash por vingança.
- Acho que o Ash tá com algo muito importante do Dino.

PÁG.233

- Pode ser que o Ash mesmo não saiba o que ele tem.
- E a aposta dele pode acabar não servindo de nada.
- Ganhando ou perdendo, ele vai morrer com certeza.

- Mas por quê eu?
- Não posso fazer nada.
- Porque o Ash te salvou.

- Hã?

- Não sei porque...
- Mas o Ash arriscou ele mesmo e o Skip pra te salvar.
- Talvez, só talvez, ele te escute.

PÁG.234

- Ele não confia na gente, mas quem pode culpá-lo?
- Culpa daquele desgraçado!

- Aconteceu algo?

- Você sabe o que é "pornografia infantil"?

- ??
- Sim.
- Mas não diga que...

- Aquele lixo humano do Marvin abusava de crianças.
- E o Ash era uma delas...

- ...

PÁG.235

- Prenderam o Ash.
- O policial que pegou ele pegou algumas das fotos e filmes e esfrgou na cara do Ash. Ele ainda disse que aquilo foi o motivo para matar o Marvin. Eu sinto até vergonha de usar o mesmo distintivo que um cretino desses.

- Entendo.

- Eiji, por favor!
- Poderia tentar falar pro Ash desistir disso e deixar com a gente?
- Eu simplesmente não aguento mais. Tô cansado de ver esses jovens morrerem a sangue frio!
- Eu não quero ver o corpo do Ash parar num necrotério também.

- Eu...
- Eu vou ver o que consigo fazer.

PÁG.236

- Como você tá?

- Como VOCÊ está?
- Não tinha um tapete do outro lado daquele muro ou nada do tipo, ou tinha?

- Não.
- Mas até que não foi tão ruim.

- Foi um pulo e tanto.
- Eu não sabia que você era capaz disso.

- Mas eu não tive chance de agradecer ao Skip.

- ...

PÁG.237

- Hmm...

- Ash, eu...

- Hmm...

- O Charlie te mandou aqui, né?
- Hein?
-Não, Ash! Não é nada dis-
- Você não sabe mentir.

- ...
- Acho que ele te falou do meu passado também, né?

- Hã?
- O-o quê!?

- Eles tem pornografia infantil no Japão também?

- ...
- Eu realmente não sei.

- Tenho inveja de você.
- Poder dar um pulo daqueles...

PÁG.238

*CHAK*

- !?

- <O que houve?>
- <Eiji, o que aconteceu?>

- <Ibe...>
- <Eu...>
- <Eu não consegui...>

PÁG.239

- ?
- O que aconteceu, Eiji?
- Traduza pra mim, Ibe!
- O que ele tava falando do Ash?
- Só um momento, Charlie.

- Perdão, só dê a ele um tempo pra se acalmar.
- Então eu explico tudo.

- ...

- Charlie.
- Inspetor.

- Tenho más notícias.
- Hã?

- Ordem direta dos superiores.
- O Ash vai ser mandado pra julgamento na corte.

PÁG.240

- Como!?
- Assim de repente!?

- Eu não sei.
- Mas parece que o Evans tá no meio.
- Que loucura.

- Alguém tá manipulando isso nas sombras.
- ...

- <O Ash sabe que ele vai morrer.>
- <Ele já aceitou isso.>

PÁG.241

- <Como eu poderia falar pra ele deixar isso nas mãos de outra pessoa?>
- <Ele sabe melhor do que qualquer um que não há como vencer.>

- <Certo.>
- <Agora se acalme.>

- <Nós vamos acompanhar isso até o fim.>
- <Deve haver algum motivo pra ele ter se envolvido nisso.>
- <Vamos ver até o quão longe ele consegue ir. É o que você quer, né?>

PÁG.242

- Inspetor, espera!
- Não tem nada que possamos fazer!?

- O Ash é menor de idade!
- Ele deveria ser mandado pra prisão juvenil!!

- Existem exceções.
- No caso de crime hediondo, a possibilidade de influência do acusado nos seus cúmplices pode ser levada em consideração.

PÁG.243

- E não temos como parar isso!?
*tump tump*
- Não!

- Mas se mandarem o Ash pra prisão com certeza vão matá-lo lá!

- Tá cheio de gente do Golzine!
- Eu sei disso!

- Charlie, vá falar com o Lobo imediatamente!
- Hã?
- Max Lobo! Você tem que falar com ele!

- Max?

PÁG.244

- O Lobo tá na prisão estadual de Faulkner.
- Explique a situação e fala pra ele ficar de olho no Ash!

- Oh...

- Inspetor!
- Aonde você tá indo?

- Não se preocupe comigo.
- Só vai falar com o Lobo, agora!

- O que houve?
- ...

- Ibe! Você disse que ia ver o Lobo hoje, né!?
- Sim, mas-
- Eu vou com você!
- Hã?
- Eu explico depois, vamos!

PÁG.245

- Mas isso tá certo?
- Os prosecutores ou o Juiz têm autoridade pra isso?
- ...

- É um caso incomum.
- Se fosse um caso mais amplo, aí as coisas seriam diferentes.

- Então porque o prosecutor tá tão interessado num caso específico desses?

- E quanto ao Ash...
- O que vai acontecer com ele se o mandarem pra lá?

PÁG.246

- Olha...

- Ei, Shunichi!
- Como você tá, parceiro!?

- Max, quanto tempo!
- O que você tá fazendo preso, seu encrenqueiro!?
- Foi mal deixar vocês esperando. Ei, você encolheu ou o quê?

- Hm?

- Ô, Charlie, o que você tá fazendo aqui?
- Tá fazendo cara de que morreu alguém.

- Max, preciso te pedir um favor.

PÁG.247

*Vruuuuum*

*rttttt*


*rtttt*

- "Ash Lynx"?

PÁG.248

- Dino Golzine é um dos maiores chefes de máfia de Nova Iorque, né?
- Esse mesmo.

- Pode apostar que ele já alertou os seus homens daqui quanto à chegada do Ash.
- O que eu tô te pedindo é se você pode fazer o possível pra protegê-lo deles.

- Se isso é uma piada não tem graça, cara.

- Ô moleque, o que tu fez?

- ...

- Esse aí parece que não mataria nem uma mosca.
- Esses aí que são os verdadeiros maníacos.

PÁG.249

- Não banca o durão com a gente, garoto.
- Isso aqui não é reformatório.

*RTTLL RTLL*

- Você tá louco!?
- Você sabe que lugar é esse!
- Não posso bancar a babá quando tenho que cuidar do meu pescoço também!

- Além do mais, como que eu vou conseguir brigar com gente assim!?
- Eu sei que é pedir demais!!

- ...

- O que esse moleque sabe?
- É tão importante assim?

PÁG.250

- Não sei.
- Mas precisamos de tempo para descobrir. Estamos lidando com um oponente difícil.

- Tempo pra descobrir O QUÊ?

- Por favor, Sr. Lobo.

- Ele me salvou.
- Eu meio que queria me juntar a ele aqui.

- Acho que ele deve estar com medo.
- Por favor, faça o que puder pra ajudá-lo.

- ...

PÁG.251

*Fooooo*

- Ô, quem deu chiclete pra ele?
- Não fui eu.

- Deve ter sido algum dos caras que veio junto.
- Pfft!

- Olha só...
- Você não vai conseguir mais bancar o durão por muito tempo, vagabundo.

- Entre.

PÁG.252

- Bem-vindo, Ash Lynx.

PÁG.253

- Eu sou o diretor Weisenberg.

- Eu tava olhando o seu arquivo.

*chmp chmp*

- Se fosse antigamente você iria direto pra cadeira elétrica.

- Parece que te mandaram pra cá porque tinham medo de você começar uma rebelião no reformatório.
- Mas não ache que os homens aqui presos são que nem aquela pirralhada toda que anda com você.

PÁG.254

- Lembre bem disso.

*fooo*

- Levem-no daqui.

*chaa*

- Ele já foi, pode vir.

PÁG.255

*kreeee*

- Você olhou bem pra ele?

- Hehehe.

- Esse é o seu alvo.

- Mas se lembre do que o Golzine falou.
- Não o subestime.

- Hehe
- Deve estar brincando.
- Corta essa.
*klink*

PÁG.256

- Hmm.
- Eu sei o que você quer dizer. Sinceramente, eu também tava surpreso.

- Então o moleque aprontou legal com ele, né?
- Com o quê o chefão tá tão puto?

- Ele não é um arruaceiro qualquer, isso eu tenho certeza.
- Mas seja discreto, entendeu? Pode deixar que eu escondo qualquer coisa que aconteça lá.

*KLANK*

*tok*

*TOK TOK*

PÁG.257

- Oloco!
- Olha só que bonitinho!

- Quantos aninhos você tem, garoto?
- Sossega aí e deixa isso pra depois!

*KLANK KLANK*

- Ei, Max.

- Esse aqui é o seu novo colega de cela.

PÁG.258

E aí.

- Max Lobo, prazer em conhecê-lo.

- Ash Lynx.

- Você é bem novo mesmo.
- Quantos anos você tem?

- Quantos anos VOCÊ tem, tiozão?

PÁG.259

- Tiozão!?
- Eu só tenho 33 anos!

- Fala mais baixo aí, Max!
- Opa, foi mal...

- Pra mim isso já faz você ser um "tiozão" pra mim.

- Falando sério agora, quantos anos?

- Dezessete.

- Assim não vale.
- Qualquer um é tiozão perto de você.

PÁG.260

- De onde você veio?
- Tem família?

- Mas você é tagarela, viu?

- Desculpe por isso.
- Acredite se quiser, eu sou jornalista e curiosidade é o que eu mais tenho.

- Ah, é? Bem que o nome "Max Lobo" me é meio familiar.
- É o nome daquele colunista do Village Tribune que escreveu um livro chamado "Setecentos e trinta dias em Saigon".

- Você leu!?
- Sou eu mesmo, eu que escrevia essa coluna e o livro!
- Eu gostei mais do "Luta por um Vietnã melhor" do William Barchet.
- Você deveria continuar escrevendo colunas mesmo.

PÁG.261

- Não fica triste não, ô. Foi um elogio.
- Suas colunas são bem mais interessantes que um livrinho qualquer.
- Só tô falando que você deveria se focar em jornalismo ao invés de escrever ficção boba.
*deprêêê*

- ...
- Não acredito. Ele passou o olho rapidinho e já sacou a coisa que eu mais sou inseguro!"

- "Ash não é um garoto qualquer."
- "Ele é esperto e muito observador."
- "Só não deixa ele descobrir que você era policial."
- "Só fique na mesma cela que ele. Se precisar de dinheiro, a gente arruma."

- Caramba.
- Eu não imaginava que ele era assim.

- Um delinquente juvenil intelectual que lê livros obscuros e jornais alternativos.
- Não é à toa que as autoridades não conseguiam pegar ele.

PÁG.262

- Peraí, se ele é meio nerdão assim...
- Será que ele é bom de briga?
- Aqui é a oficina.
- E ali são as salas de visita.
- Talvez seja só que nem nos filmes. O inteligente é protegido pelos amigos fortes.

- Acho que dou conta disso.
- ...
- E por ali...
- Só vou levar ele pra biblioteca e vamos ler juntos.

- Por que tá todo mundo me olhando?

- Fazem isso com todo mundo novo.
- E você ainda é jovem.

- Ah

- Essa não
- Eu tinha esquecido desse detalhe.

PÁG. 263

- Ash.

- Não acho que deve ser uma boa ideia andar por aí sozinho.
- Por quê?

- Bem, você sabe...
- Eu não sei.

- Só tem homem nessa prisão.

- Os mais novos são separados pra ser as "princesinhas".

- ...

- Ah, não, agora eu assustei ele.
- ...
- Mas não se preocupe.
- Eu vou te ensinar a fugir disso.

PÁG.264

- Mas o que é essa gororoba?

- Até o exército da salvação deve ter comida mais decente que isso aqui.
- Você vai demorar um pouquinho pra se acostumar.

- Fiu fiiiu
- Vamos sentar aQUI.
- Olha só a bonequinha nova, hein!

- Entendeu agora o que eu disse?
- Só evite ficar sozinho.
- Eu adoraria tirar uma casquinha, viu!

- E você?
- Não acha que tá sendo bonzinho demais não?

- Eu? Dá um tempo!
- Tô tentando te manter longe de encrenca!

PÁG.265

- Pfff, eu tento ser legal e olha como sou recebido!
- Não é como se eu QUISESSE estar tomando conta de você!

- ...

- Sério, minhas bolas explodiram numa mina terrestre!
- Tá brincando!

- Calma aí, se você perdeu o saco como você tem filho?
- A minha mulher se chama "Maria".

- Heh

*klat*

PÁG.266

- Ô, rapazinho novo.

- Ah, não, era disso que eu tava com medo.

- Mas você é novinho, hein.
- Quantos anos?

- Fala alguma coisa!
- Ohhh, é tímido?

- Err, Garvey, esse garoto é...
- Fiquei sabendo que ele tá na sua cela, Max.

- Sim.
- Por que você não vem pra minha cela, garoto?
- A gente pode se divertir um montão juntos.

PÁG.267

- ...

- Vamos ser amiguinhos!

*KRAK*

- !

- AAAH!

PÁG. 268

- SAI DE PERTO DE MIM, SEU DESGRAÇADO!!
- UGH!!

- Ah...
- ASH!
- PARA, ASH!

PÁG.268

- Ora, seu...
- Quem você pensa que é!?

- Esperem!
- Ei, esperem! GUARDAS!!

- SEPARA!
- QUE ZONA É ESSA AQUI!?

- Já chega, garoto!
- Me solta, seu desgraçado!!

- Meu deus do céu...
- Esse garoto é duro na queda!

PÁG.269

- Entra aí!

- Você tem três dias pra sossegar of acho aí!!

- Isso é por já arrumar confusão no seu primeiro dia!

- Bota uma coisa na sua cabeça!
- Isso aqui não é um reformatório! Mais cedo ou mais tarde você vai aprender e da pior maneira!!

PÁG.270

- Pode ter certeza que os caras vão ficar de olho em você!
- Se não quiser ser morto é melhor se comportar!

*KLANG*

- Pfft.

- ...

PÁG.271

- Esse peste.

- Ah, não.
- Ele não vai sair impune dessa!
- Não esquenta, Garvey, a gente dá um jeito nele.

- Vai vendo, eu vou fazer esse moleque implorar de joelhos por perdão.

- Hehehe, vai ser divertido.

- "Ash deve estar com medo". Ah, sim, com muuuuito medo...

- Charlie, você me meteu numa furada que vou te contar, hein...

PÁG.272

- Merda.
- E agora?

- Com esses caras envolvidos vai ficar mais difícil ainda pra gente fazer o nosso trabalho.
- Você não acha que ele planejou isso tudo, né?

- Ah, pelo amor de deus, é só um pirralhinho.
- Acho que dá pra gente usar aqueles caras.

- De qualquer forma, ele tá na solitária agora.
- Sem pressa.

- A diversão começa daqui a três dias quando liberarem ele.

PÁG.273

- Hmmm.
- Eu não entendo.
- O que houve?

- Aquela coisa.
- A maior parte é Dietilamida de ácido lisérgico.

- Hã?

- LSD

PÁG.274

- O resultado dos testes é sempre o mesmo?

- Sim, doutor!
- Todos os ratos receberam 1 miligrama e os resultados foram quase idênticos.

- Imprevisibilidade, comportamento destrutivo, agressão...
- Elevação da pressão sanguínea e do pulso, dilatação das pupilas, comportamento autodestrutivo...

- Eu não entendo.

- LSD não tem esse tipo de efeito.
- Hmmm.

- Cacete, Ash...
- Eu vou ter que te cobrar bem caro por essa.

PÁG.275

- Griffin.
- Parece que seu irmãozinho se meteu numa merda inacreditável.

- "Banana Fish"...

PÁG.276

- Mas o que será isso? Uma pessoa?
- Talvez seja um codinome?

- Dino Golzine...
- O que esse desgraçado tá tramando?

- Seja lá o que for, eu não vou deixar isso me deter.

PÁG.277

- Desde o quando eles me pegaram quando eu tinha 11 anos eu esperei por isso.
- O único jeito de eu me libertar é lutar contra ele.

- Eu jamais irei perdoá-lo por matar o Skip como se fosse um inseto.
- Não importa que tipo de jogo sujo ele tente, eu vou conseguir.

- Eu vou vencer e SOBREVIVER!

pág.278

- Vamos!

PÁG.279

- A bichinha saiu.
- Hehehe

- ...

PÁG. 280

- Agora vê se fica longe de problema!

- Pfff

- ...

- Bem-vindo de volta.

- Você parece bem pra alguém que acabou de sair da solitária.

PÁG.281

- O que poderia ser mais relaxante do que 3 dias longe desses caras?

- Bom ponto.

- Alô?
- É você, Charlie? Sou eu.

- Esse garoto é inacreditável!
- No primeiro dia ele já foi pra solitária.
- Um cara veio na direção dele e levou um chute no meio da cara.

- Agora querem se vingar dele.
- E se eu não tomar cuidado vão vir atrás de mim também.
- É coisa demais.

- Sim...
- De qualquer forma, só faça alguma coisa e rápido, por favor!

PÁG.282

- Hã?

- Pra onde ele foi?

- Ei, Rob.
- Aonde o Ash Lynx foi?
- Hein?

- Eu sei lá.
- Ele tava aqui ainda agora.
- Eu falei pra ele me esperar.

- Eu não fico atrás de cuzinho que nem você e o Garvey.
- Quem te falou que eu tô fazendo isso!? Tá achando que eu tô nessa de brincadeira!?

PÁG.283

- Enquanto ele tiver aquela coisa...
- Griffin e Dr. Meredith estão em perigo.

- E se o Dino achar eles?
- Preciso movê-los pra um lugar seguro.

- Mas como entro em contato com Meredith?
- Esse lugar tá cheio de gente do Dino.
- E sabe-se lá quem pode ser um espião.

- Eu não posso confiar em telefones, então uma carta é a melhor opção.

- Droga!

- ...

PÁG.284

- !

- Aí, moleque.
- Foi uma gracinha aquilo que você fez no outro dia.

- ...

PÁG.285

- Ei, vocês viram o Ash?
- Não.
- Eu vi.

- Você viu?
- Onde?

- Mas acho que já é um pouco tarde demais.

- Tarde demais?
- Do que você tá falando?
- Ele tava com o Garvey e mais uma galera aí.

- Garvey!?
- MERDA!

- Onde você os viu!?
- Tavam indo pra biblioteca.

- Mas é claro!
- Tudo que eles precisam fazer é subornar o guarda e a sala é deles.

PÁG.286

- Ei, Lobo, pra onde você tá indo com tanta pressa?
- Pra biblioteca!
- Tá fechado pra limpeza, não dá pra entrar.

- Obrigado!
- Ô, eu falei que tá fechado!

- Foi divertido.
- Hehehe

- Olha se não é o Lobo.
- Parece meio sem fôlego.

PÁG.287

- O que vocês fizeram com o Ash?

- Ash? Do que você tá falando?
- Se tá tão preocupado porque não amarra ele numa coleira?

- Eu sei que vocês tavam com ele!
- Onde ele está!?

- Não me digam que mataram ele!?

- Matar?
- Isso seria um desperdício.

- Não se encontra uma bonequinha dessas todo dia.
- Não dá pra ir lá e simplesmente quebrar tudo.

- ...

PÁG.288

- Ei, Lobo.

- Aquele moleque entende de sobrevivência.

- O que você quer dizer com isso?

- Eu pensei que ele iria resistir.
- Mas ele simplesmente se entregou.

- Não quero saber!

- Um Lobo e um Lince? Que casalzinho estranho.
- Hehehe

- ASH!

- ASH! CADÊ VOCÊ!?

PÁG.289

- Uhhh...

- ASH!!

- Você tá bem!!?
- uHH...
- Aguenta firme, vou te levar pra enfermaria!

PÁG.290

- É um milagre que ele não esteja seriamente machucado.

- E pra sorte dele, não quebraram a costela dele de novo.

- Ele vai ficar bem, Doutor?
- Ele não parece muito bem.

- Mas é claro que não.
- O que você esperava depois de ele ter sido estuprado por um monte de gente assim?
- Relaxa, ele vai viver.

- Mas agora, se ele tá contaminado com HIV, aí já é outra história.
- ...

- Olha pelo lado bom, pelo menos ele não engravida. Eu vou dar pra ele uns antibióticos e deixá-lo dormir aqui hoje.

- Doutor.
- Hã?

PÁG.291

- Tô com dor de cabeça.
- Tem alguma coisa aí pra mim?

- Você tá com dor de cabeça?
- Só isso?
- Eu não tomo pílula, o gosto é horrível.

- Mas é exigente, hein? Toma uma cáspula então. Satisfeito?
- Obrigado.

- Na verdade eu não deveria dar medicação pra dor de cabeça e resfriado.
- É mesmo?
- Alguns caras mentem pra pegar esses remédios e guardam até ter o bastante pra ficarem chapados.

- Então engole isso aí.
- Certo, certo.

- Isso, bom garoto.
*Gulp*

PÁG.292

- Rapaz, o seu problema tá só começando.

- Como assim?

- É o Garvey.
- Ele gostou de você.
- Vai te atacar de novo.

- Não quero mais não, obrigado.

- Ele disse que você se entregou.

- ...

- Parece uma acusação, tiozão.

PÁG.293

- Eu não quis dizer assim.
- Se eu tivesse resistido eles teriam me matado.

- É verdade.
*coça coça*

- Enfim, olha...
- Eu trouxe jantar, coma!

- ...

- Hehehe...
- Acho que você não quer ver banana, né?
- Quer que eu coma pra você?

*TUNK*

- Tá bem, tá bem...

- ...

PÁG.294

- ...
*mch*

- Banana Fish...

- O que você disse?

- !

- "Banana Fish"!
- Não foi o que você acabou de dizer!?

PÁG.295

- O que você sabe sobre Banana Fish!?

- Por quê você...
- Tá tão eufórico?

- É só o nome de um peixe numa história aí do Salinger.
- Só isso.
- Mentira!

- Você sabe algo!
- Eu consigo sentir pela sua reação!

- Ash!!

PÁG.296

- Ash, por favor, me diz!
- Você sabe onde ele tá!?
- Foi pra isso que o Charlie me pediu pra te proteger!?

- Charlie!?
- Então foi isso!

- Agora tá explicado porque você não desgruda de mim.
- Esquece!
- Só me responde!

- Pelo que você acabou de dizer, você sabe onde ele tá?
- Então "Banana Fish" é o nome de alguém?

- Isso aí.
- Eu tô investigando isso aí há 10 anos e isso é tudo que eu descobri.

- Só isso que você sabe?
- Quem é esse tal de "Banana Fish"?

PÁG.297

- Vamos combinar o seguinte.
- Se eu te disser o que eu sei, você me fala o que você sabe?

- Eu não sei de nada.
- Só gostei de como o nome soa.

- Você nunca abaixa a guarda, né, garoto?
- Gostei de você, isso é o sinal de um grande líder.
- ...

- 10 anos...
- Por que você passou tanto tempo atrás desse Banana Fish?

- Eu tinha um amigo.

- Há 10 anos atrás, servíamos no Vietnã.
- Esse amigo tomou alguma droga que deixou ele louco. Ele morreu.

PÁG.298

- Ele era uma ótima pessoa.
- Era jovem, mais ou menos uns 18 anos.
- Gostava de poesia e escrevia algumas.

- Como ele se chamava?

- Hã?
- Qual era o nome do seu amigo?

- ?
- Griffin.
- Chamávamos ele de Griff.

- ?
- Por que a pergunta?

- Max, o seu nome...
- É Max Glenreed?

PÁG.299

- !
- Como você sabe meu nome real!?
- Lobo é meu nome artístico!

- Você...

- ?

- Eu tenho um nome real também, Max.

- Meu nome de verdade é...
- Aslan. Aslan Callenreese.

PÁG.300

- Quer dizer que...

- Você é o irmão mais novo do Griff?
- Ele já me mostrou uma foto sua uma vez.

- Sou eu.

- Hahaha, não acredito!
- O Griff é seu irmão!
- Que lugar desgraçado pra gente se esbarrar.
- Uma coincidência e tanto!

- Caramba, vocês não podiam ser mais diferentes!
- Seu irmão era um poeta. Calmo e quieto.

- É verdade, meu irmão adorava escrever. Ele me enviava várias cartas.
- Eu sei tudo sobre você.

- É mesmo? Griff e eu éramos...
- Eu sei que você foi quem atirou nele.

PÁG.301

- Oi?

- Você o abandonou no Vietnã.

- Não, você entendeu errado!
- Seu irmão matou nossos companheiros! Ele foi preso num sanatório em Saigon e foi transferido pra outro lugar.
- Procurei ele por toda parte quando voltei pros Estados Unidos.

- Olha, eu não tinha outra escolha.
- O Griff não era mais ele mesmo. Aquela droga destruiu o cérebro dele e ele ia nos matar!

- Entendo.
- O que você diz faz sentido, vocês não tinham escolha.

PÁG.302

- Mas meu irmão confiava em você.
- Ele escrevia sobre você nas cartas.
- E dizia que você era seu único amigo.

- Meu irmão não consegue mais usar as pernas, mas não tinha jeito, né?

- !
- ELE AINDA ESTÁ VIVO!?
- CADÊ ELE!?
- PRECISO VÊ-LO!!
- Ele nem te reconheceria!!

- Ele não reconhece nem a mim!!
- Você mesmo disse que essa droga destruiu o cérebro dele!

PÁG.303

- E você o deixou lá apodrecendo assim!!

- Max?
- Você ainda tá aqui?
- Já apagaram as luzes, melhor voltar pra sua cela.

- Sim...
- Desculpa, doutor.

- Vai lá descansar.
- A gente conversa depois.

- Se eu sair daqui...

PÁG.304

- ... Eu vou te matar.

- Boa noite, Lobo.
- Eu gostava da sua coluna.

*CHAK*

PÁG.305

BANANA FISH - VOLUME 1 [FIM]

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