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Oyasumi Punpun 82
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Oyasumi Punpun, volume 8, capítulo 82
PÁG.1
Título: Capítulo 82
?: Como professor de matemática, eu adoro exatas.
?: É por isso que eu não ia com a cara do pessoal que estudava o paranormal nos meus tempos de colégio.
?: Eu não conseguia ver o apelo em coisas vagas, sem substância e efêmeras criadas pelo homem.
?: Para mim, nada mais empolgante que as absolutas e perfeitas fórmulas oferecidas pela matemática.
?: E se ninguém pudesse entender, seria melhor eles ficarem lendo seus livrinhos.
?: Isso é o que eu pensava...
?: Até conhecê-lo.
?: A primeira vez que o vi, ele estava nu pelo campus cantarolando.
PÁG.2
?: Era uma música estranha que cativava até quem não tinha o menor interesse em música, como eu.
?: Então eu fui à direção dele e o perguntei o que ele estava cantarolando e com o olhar de uma criança, ele se virou pra mim e disse.
?: "Essa é a melodia do seu amanhã que eu ouvi no meu sonho."
?: No começo, eu só achei que ele era um idiota...
?: Mas no dia seguinte, eu me cortei enquanto fazia a barba, e cheguei atrasado pro meu encontro e tomei um pé na bunda da minha namorada exatamente como ele previu!
?: E não só isso, ele até mesmo previu os ataques do culto de Aum Shinnrikyo, O 11 de setembro e até o que iriam lançar o Marimokkori.
[*N.T: Aum Shinrikyo foi um grupo religioso fundado por Shoko Asahara que efetuou atentados no Metrô de Tóquio em 1995. O 11 de Setembro se refere aos ataques terroristas às Torres Gêmeas nos Estados Unidos em 2001. E o Marimokkori é um personagem que foi criado para ser o "mascote" da região de Hokkaido, que foi criado em 2007]
?: Mas ele tem uma alma pura,
?: Então ele nunca usa o seu poder para razões egoístas ou para se exibir.
?: Eu me lembrei de um matemático indiano chamado Ramanujan que clamava que uma deusa tinha aparecido na frente dele em seus sonhos e lhe revelou fórmulas matemáticas...
?: Então eu percebi uma coisa.
?: Percebi que o propósito da minha vida era provar a grandiosidade de um gênio como ele!
PÁG.3
?: Mesmo um milagre divino, se provado, pode se tornar uma ciência!
?: Esse é o meu sonho.
?: Aquele homem é simplesmente puro...
?: Ele é do tipo que acredita e perdoa qualquer ser humano.
?: Eu considero minha missão de vida expor para as pessoas a sua alma.
s: Obrigada pela história absurda.
s: Como esperado do infame e malandro professor de matemática desse cursinho.
s: A propósito, uma das alunas disse que o seu cuspe é tóxico e pode apodrecer a cara de alguém.
?: Bem,
?: Pra falar a verdade, ele é só o filho de uma saudável família de fanáticos religiosos.
?: Mas ao contrário deles, eu não acho que consigo me sustentar só com falação.
?: Sabe, numa recessão econômica como essa, religião pode se tornar popular entre as pessoas.
?: É claro, eu pessoalmente acho todas elas sem fundamento e hilárias.
s: Mas você fala mais do que eu pensei e isso é reconfortante saber disso.
PÁG.4
?: Isso é um elogio?
?: Se é, que tal sair comigo? Que tal uma cereja no topo do bolo?
S: Quando que a conversa virou isso?
S: Você é idiota?
S: Ah, e mais uma coisa.
S: Por favor, pare de me esperar lá fora todo dia.
S: É desconfortável e se você continuar, vou te denunciar.
PÁG.5
S: Até amanhã.
?: ...Boas vibrações.
PÁG.6
[sem texto]
PÁG.7
S: Ei!
PÁG.8
S: Honestamente,
S: Eu não achei que você iria escrever tão cedo.
S: É claro, não é como se eu não esperasse que você fosse, mas...
S: Eu estava um pouco preocupada se eu tinha sido insistente demais.
S: Hmm...
S: Vejamos...
PÁG.9
S: Terrível!
S: Isso está terrível!
S: Quero dizer, pra começar, seu Japonês está terrível!
S: Tem certeza que nós estudamos na mesma escola?
S: O enredo em si está melhor, mas o resto...
S: Olha só esses personagens. Eles agem bem demais e falam muito para um livro ilustrado.
S: O que você escreveu tá mais pra um mangá!
S: Eu poderia jurar que a história que você escreveu era muito melhor que essa...
S: Ou eu só estou imaginando coisas?
?: Nanjou!
PÁG.10
?: Plim-Plim!
?: Estou aqui!
S: Você tá atrasada!
S: Anda logo e senta.
?: Oh, Onodera, há quanto tempo!
?: Sou eu, a Kanieeee (a mais velha)!
K: Ainda tentando a sorte com livros ilustrados?
S: Sim!
K: Posso anotar seu pedido?
K: Eu deveria ser um coelho na minha vida passada, então vou pedir uma salada.
PÁG.11
S: Você ainda trabalha que nem uma escrava, né, Kanie?
K: Por que a hostilidade? Eu tirei uma folga do trabalho pra vir aqui depois de tanto tempo.
K: Então...
K: Como vai o seu diamantezinho?
K: Tem certeza que as suas intenções não eram erradas?
S: Onodera,
S: Voltando ao que eu estava falando, eu sei que você consegue escrever melhor que isso.
S: Não há porque se envergonhar.
S: Apenas deixe seus sentimentos fluírem honestamente como daquela vez.
S: Então,
S: Quer tentar de novo?
PÁG.12
Narração: "Eu acho que seria melhor para nós dois se eu não escrevesse mais"
S: MAS QUE DROGA!
S: Lá vem você desistindo de novo!
S: Como diabos você vai saber se é melhor pra nós dois? Você é vidente por acaso?
K: Ei, ei, calma aí.
PÁG.13
K: Ha,
K: Parece que você não tá encrencado, Onodera.
K: Quando a Nanjou se foca em alguma coisa, ela não ouve mais nada.
K: Ela vira um demônio pra conseguir o que ela quer.
K: Ela é insistente, egoísta e boca-suja.
K: Mas, sabe... ela ficou muito feliz por ter de encontrado de novo.
K: Não é mentira que ela estava querendo te ver outra vez. Acredite.
K: Nanjou pode achar que está te ajudando, mas...
K: Eu acho que é justo o contrário. Eu gostaria de pedir que você a ajudasse.
K: Em várias maneiras.
K: Ela é como um cisne branco.
K: Um patinho feio que virou um cisne.
K: Lutando para nadar de baixo da água.
K: E parecendo desastrada, ela na verdade se faz de forte.
PÁG.14
K: Eu conheço a Nanjou desde quando éramos crianças.
K: Naquela época, ela sempre estava com o caderno de desenhos ao lado dela.
K: E no colegial, ela ganhou vários prêmios pelos seus desenhos.
K: Depois disso, ela agiu como se fosse uma promessa... bem, ela não é do tipo que pode-se dizer que não tinha talento.
K: Mas o sucesso não continuou por muito tempo. Foi como se a fonte do talento tivesse secado.
K: Então, ela entrou na universidade de Waseda comigo e acabou largando o curso por causa de um monte de complicações.
K: Hoje em dia, ela considera desenhar mais do que um hobby,
K: Mas como será que ela realmente se sente?
K: Eu acho que seria ótimo se você pudesse expelir suas dúvidas e segundas intenções.
PÁG.15
K: A propósito,
K: VO que você acha que é o grande sonho de infância da Nachi?
K: Ser Mangaká?
K: Ela falava seriamente sobre isso na universidade e até chegou perto de ser serializada, mas acabou falhando.
K: Eu acho que ela se sente como estivesse marcada pelas falhas.
K: Ela só não consegue pensar numa história.
K: Mas ela costumava falar tanto disso antes.
K: Sobre como ela queria esmagar o mundo com o seu mangá.
PÁG.16
S: Hmm...
S: Que tal ir ao bar beber um pouquinho...?
S: Ah, esqueci.
S: Você não pode beber.
S: Então que tal ir tomar um café ou um chá?
Narração: "Acho que vou pra casa mais cedo e pensar em uma história melhor."
S: O qu-
S: É mesmo?
S: Obrigada.
PÁG.17
Narração: "Nanjou... não pode ser mangá?"
S: Hmmm...
S: Então a Kanie te contou?
S: Bem...
S: Hmm...
PÁG.18
S: Isso...
S: Pode ser um pouco difícil no momento...
S: Hmm...
S: Eu acho que eu estava meio irritada hoje dizendo que a sua escrita estava horrível.
S: Eu daria uma nota 2 pra sua história.
S: Mas eu estava muito feliz por você ter escrito algo pra mim.
S: Então eu vou te dar um 10.
S: Só pela sua atitude.
________FIM DO CAPÍTULO______________
PÁG.1
Título: Capítulo 82
?: Como professor de matemática, eu adoro exatas.
?: É por isso que eu não ia com a cara do pessoal que estudava o paranormal nos meus tempos de colégio.
?: Eu não conseguia ver o apelo em coisas vagas, sem substância e efêmeras criadas pelo homem.
?: Para mim, nada mais empolgante que as absolutas e perfeitas fórmulas oferecidas pela matemática.
?: E se ninguém pudesse entender, seria melhor eles ficarem lendo seus livrinhos.
?: Isso é o que eu pensava...
?: Até conhecê-lo.
?: A primeira vez que o vi, ele estava nu pelo campus cantarolando.
PÁG.2
?: Era uma música estranha que cativava até quem não tinha o menor interesse em música, como eu.
?: Então eu fui à direção dele e o perguntei o que ele estava cantarolando e com o olhar de uma criança, ele se virou pra mim e disse.
?: "Essa é a melodia do seu amanhã que eu ouvi no meu sonho."
?: No começo, eu só achei que ele era um idiota...
?: Mas no dia seguinte, eu me cortei enquanto fazia a barba, e cheguei atrasado pro meu encontro e tomei um pé na bunda da minha namorada exatamente como ele previu!
?: E não só isso, ele até mesmo previu os ataques do culto de Aum Shinnrikyo, O 11 de setembro e até o que iriam lançar o Marimokkori.
[*N.T: Aum Shinrikyo foi um grupo religioso fundado por Shoko Asahara que efetuou atentados no Metrô de Tóquio em 1995. O 11 de Setembro se refere aos ataques terroristas às Torres Gêmeas nos Estados Unidos em 2001. E o Marimokkori é um personagem que foi criado para ser o "mascote" da região de Hokkaido, que foi criado em 2007]
?: Mas ele tem uma alma pura,
?: Então ele nunca usa o seu poder para razões egoístas ou para se exibir.
?: Eu me lembrei de um matemático indiano chamado Ramanujan que clamava que uma deusa tinha aparecido na frente dele em seus sonhos e lhe revelou fórmulas matemáticas...
?: Então eu percebi uma coisa.
?: Percebi que o propósito da minha vida era provar a grandiosidade de um gênio como ele!
PÁG.3
?: Mesmo um milagre divino, se provado, pode se tornar uma ciência!
?: Esse é o meu sonho.
?: Aquele homem é simplesmente puro...
?: Ele é do tipo que acredita e perdoa qualquer ser humano.
?: Eu considero minha missão de vida expor para as pessoas a sua alma.
s: Obrigada pela história absurda.
s: Como esperado do infame e malandro professor de matemática desse cursinho.
s: A propósito, uma das alunas disse que o seu cuspe é tóxico e pode apodrecer a cara de alguém.
?: Bem,
?: Pra falar a verdade, ele é só o filho de uma saudável família de fanáticos religiosos.
?: Mas ao contrário deles, eu não acho que consigo me sustentar só com falação.
?: Sabe, numa recessão econômica como essa, religião pode se tornar popular entre as pessoas.
?: É claro, eu pessoalmente acho todas elas sem fundamento e hilárias.
s: Mas você fala mais do que eu pensei e isso é reconfortante saber disso.
PÁG.4
?: Isso é um elogio?
?: Se é, que tal sair comigo? Que tal uma cereja no topo do bolo?
S: Quando que a conversa virou isso?
S: Você é idiota?
S: Ah, e mais uma coisa.
S: Por favor, pare de me esperar lá fora todo dia.
S: É desconfortável e se você continuar, vou te denunciar.
PÁG.5
S: Até amanhã.
?: ...Boas vibrações.
PÁG.6
[sem texto]
PÁG.7
S: Ei!
PÁG.8
S: Honestamente,
S: Eu não achei que você iria escrever tão cedo.
S: É claro, não é como se eu não esperasse que você fosse, mas...
S: Eu estava um pouco preocupada se eu tinha sido insistente demais.
S: Hmm...
S: Vejamos...
PÁG.9
S: Terrível!
S: Isso está terrível!
S: Quero dizer, pra começar, seu Japonês está terrível!
S: Tem certeza que nós estudamos na mesma escola?
S: O enredo em si está melhor, mas o resto...
S: Olha só esses personagens. Eles agem bem demais e falam muito para um livro ilustrado.
S: O que você escreveu tá mais pra um mangá!
S: Eu poderia jurar que a história que você escreveu era muito melhor que essa...
S: Ou eu só estou imaginando coisas?
?: Nanjou!
PÁG.10
?: Plim-Plim!
?: Estou aqui!
S: Você tá atrasada!
S: Anda logo e senta.
?: Oh, Onodera, há quanto tempo!
?: Sou eu, a Kanieeee (a mais velha)!
K: Ainda tentando a sorte com livros ilustrados?
S: Sim!
K: Posso anotar seu pedido?
K: Eu deveria ser um coelho na minha vida passada, então vou pedir uma salada.
PÁG.11
S: Você ainda trabalha que nem uma escrava, né, Kanie?
K: Por que a hostilidade? Eu tirei uma folga do trabalho pra vir aqui depois de tanto tempo.
K: Então...
K: Como vai o seu diamantezinho?
K: Tem certeza que as suas intenções não eram erradas?
S: Onodera,
S: Voltando ao que eu estava falando, eu sei que você consegue escrever melhor que isso.
S: Não há porque se envergonhar.
S: Apenas deixe seus sentimentos fluírem honestamente como daquela vez.
S: Então,
S: Quer tentar de novo?
PÁG.12
Narração: "Eu acho que seria melhor para nós dois se eu não escrevesse mais"
S: MAS QUE DROGA!
S: Lá vem você desistindo de novo!
S: Como diabos você vai saber se é melhor pra nós dois? Você é vidente por acaso?
K: Ei, ei, calma aí.
PÁG.13
K: Ha,
K: Parece que você não tá encrencado, Onodera.
K: Quando a Nanjou se foca em alguma coisa, ela não ouve mais nada.
K: Ela vira um demônio pra conseguir o que ela quer.
K: Ela é insistente, egoísta e boca-suja.
K: Mas, sabe... ela ficou muito feliz por ter de encontrado de novo.
K: Não é mentira que ela estava querendo te ver outra vez. Acredite.
K: Nanjou pode achar que está te ajudando, mas...
K: Eu acho que é justo o contrário. Eu gostaria de pedir que você a ajudasse.
K: Em várias maneiras.
K: Ela é como um cisne branco.
K: Um patinho feio que virou um cisne.
K: Lutando para nadar de baixo da água.
K: E parecendo desastrada, ela na verdade se faz de forte.
PÁG.14
K: Eu conheço a Nanjou desde quando éramos crianças.
K: Naquela época, ela sempre estava com o caderno de desenhos ao lado dela.
K: E no colegial, ela ganhou vários prêmios pelos seus desenhos.
K: Depois disso, ela agiu como se fosse uma promessa... bem, ela não é do tipo que pode-se dizer que não tinha talento.
K: Mas o sucesso não continuou por muito tempo. Foi como se a fonte do talento tivesse secado.
K: Então, ela entrou na universidade de Waseda comigo e acabou largando o curso por causa de um monte de complicações.
K: Hoje em dia, ela considera desenhar mais do que um hobby,
K: Mas como será que ela realmente se sente?
K: Eu acho que seria ótimo se você pudesse expelir suas dúvidas e segundas intenções.
PÁG.15
K: A propósito,
K: VO que você acha que é o grande sonho de infância da Nachi?
K: Ser Mangaká?
K: Ela falava seriamente sobre isso na universidade e até chegou perto de ser serializada, mas acabou falhando.
K: Eu acho que ela se sente como estivesse marcada pelas falhas.
K: Ela só não consegue pensar numa história.
K: Mas ela costumava falar tanto disso antes.
K: Sobre como ela queria esmagar o mundo com o seu mangá.
PÁG.16
S: Hmm...
S: Que tal ir ao bar beber um pouquinho...?
S: Ah, esqueci.
S: Você não pode beber.
S: Então que tal ir tomar um café ou um chá?
Narração: "Acho que vou pra casa mais cedo e pensar em uma história melhor."
S: O qu-
S: É mesmo?
S: Obrigada.
PÁG.17
Narração: "Nanjou... não pode ser mangá?"
S: Hmmm...
S: Então a Kanie te contou?
S: Bem...
S: Hmm...
PÁG.18
S: Isso...
S: Pode ser um pouco difícil no momento...
S: Hmm...
S: Eu acho que eu estava meio irritada hoje dizendo que a sua escrita estava horrível.
S: Eu daria uma nota 2 pra sua história.
S: Mas eu estava muito feliz por você ter escrito algo pra mim.
S: Então eu vou te dar um 10.
S: Só pela sua atitude.
________FIM DO CAPÍTULO______________
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